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Governança em Rede começa a funcionar na Região Central

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CURVELO - (14/9/2012) Trabalhar os problemas relacionados às drogas de forma integrada com políticas públicas das áreas de educação, saúde, assistência social e segurança, considerando que este é um problema cuja solução envolve a educação familiar. Por outro lado, a insegurança no campo, com roubos da produção, está influenciando na produtividade da agropecuária na região.

Estas foram duas questões discutidas durante a primeira reunião do Comitê da Região Central do Projeto Governança em Rede, realizada em Curvelo na quinta (13). Participaram gestores dos diversos órgãos do Governo de Minas com atuação na região, procedentes de diversos municípios. Entre eles, representantes da saúde, educação, segurança, agropecuária e infraestrutura.

A próxima reunião está prevista para novembro deste ano, quando os integrantes do Comitê priorizarão objetivos estratégicos e identificarão demandas mais urgentes para a região, além de iniciarem planos de ação conjuntos para maximizarem os resultados de suas políticas por meio do envolvimento de outros membros do comitê, quando couber. Durante a reunião foi identificada ação intersetorial em potencial entre ações da educação e de desenvolvimento social.

O Governança em Rede é uma iniciativa do Governo de Minas que tem o objetivo de trabalhar o planejamento estratégico do Estado de forma regionalizada e participativa. Por intermédio dos comitês, já começam a ser identificadas demandas em diversas regiões de Minas, de forma que possam orientar a priorização de ações previstas no Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI) e no Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG). O Comitê da Região Central foi o último a entrar em funcionamento, dos dez criados abrangendo todo o território mineiro.

Indicadores

Antes dos debates que apontaram algumas das necessidades regionais, os integrantes do Comitê conheceram indicadores socioeconômicos apresentados pelos técnicos da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag). A Região Central reúne 158 municípios, população de 6,9 milhões de habitantes e responde por quase metade do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais, com R$ 131 bilhões.

Entre os indicadores apresentados, o percentual da população urbana com acesso adequado à disposição de resíduos sólidos que, na Região Central, é de 68,11%, situação melhor do que a da média do Estado, que é de 52%, de acordo com dados de 2010. Outro indicador, referente a 2011, foi o de 48,5% de cobertura do Programa Saúde da Família para a Região Central, ante 61,5% do Estado. Na proporção dos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário, a Região Central ocupa a quarta posição em Minas, com 85,1%, ante 78,6 da média mineira.

Diálogo

Valmir de Paula Ramos, delegado-chefe do 14º. Departamento da Polícia Civil, com sede em Curvelo e abrangência de 58 municípios, avaliou que o maior ganho no trabalho do comitê é o diálogo entre os diversos órgãos, que pode resultar em solução conjunta para problemas. Para ele, o Governo do Estado vai ter um importante diagnóstico quanto às prioridades regionais, disse.

Álvaro Eduardo Goulart, coordenador Regional do DER-MG de Itabira, com área de atuação em 28 cidades, disse que o novo formato de integração permite a execução de ações conjuntas entre os órgãos e pode trazer resultados mais expressivos.