Curso ajuda a analisar se projetos sociais atendem ao esperado pela sociedade
(BELO HORIZONTE – 5/9/2012) – Como avaliar, do ponto de vista econômico, se os projetos sociais desenvolvidos em diferentes áreas por empresas, governos e ONGs estão funcionando, o impacto que causam na vida das pessoas e se os resultados, na prática, são os esperados pela sociedade? Este é o tema do Curso de Avaliação Econômica de Projetos Sociais iniciado na terça (4), na Cidade Administrativa, resultado de parceria entre a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e a Fundação Itaú Social.
O curso, com 72 horas, prosseguirá com aulas semanais até novembro deste ano. Participam cerca de 40 servidores da Seplag e de outros órgãos do Governo de Minas. O professor responsável pelo curso é o doutor em Economia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Marco Túlio Aniceto França.
O curso apresenta um conteúdo simplificado sobre como realizar avaliações de impacto e cálculo de retorno, com a análise de dados quantitativos de projetos em diversas áreas. Com aulas teóricas e práticas, possibilitará que os participantes realizem um exercício de avaliação e, dessa forma, poderão verificar os resultados dos programas analisados, comparando o investimento realizado com os benefícios gerados ao longo da vida das pessoas envolvidas.
Respostas objetivas
Naércio Menezes Filho, professor de Economia da Universidade de São Paulo (USP) e consultor da Fundação Itaú Social proferiu a aula inaugural do curso. Segundo ele, a cultura da avaliação econômica de projetos está apenas começando no Brasil, iniciativa que precisa ser mais utilizada pelos gestores tanto para grandes projetos como para ações localizadas. O desafio dos participantes deste curso será aplicar as avaliações sempre que possível, com um projeto novo, disse, lembrando que o curso vai abordar quais os passos necessários nesta avaliação, que é uma maneira de prestar contas para o contribuinte. A avaliação econômica dá respostas objetivas e uma ideia precisa dos efeitos dos projetos sociais na vida dos beneficiários, sejam eles pessoas ou instituições, argumentou.
Isabel Santana, gerente da Fundação Itaú Social, disse que a instituição tem trabalhado com a estratégia de contribuir com metodologias que possam aprimorar a educação pública no Brasil, sempre em parceria com os governos nos três níveis. A avaliação econômica é imprescindível para a boa gestão dos projetos, tanto pelas empresas como pelos governos, disse.
Capacitação
O subsecretário de Planejamento, Orçamento e Qualidade do Gasto da Seplag, André Abreu Reis, explica que a realização do curso faz parte da estratégia de capacitar, cada vez mais, servidores que possam executar este tipo de avaliação econômica, de forma a identificar o retorno do dinheiro público aplicado em diversos projetos do Governo do Estado. Estamos num estágio onde o planejamento, monitoramento e a revisão dos projetos de Governo já são bem executados. A área de avaliação é onde há maior espaço para melhorarmos, ganhando em produtividade. Na prática, essa capacitação vai contribuir para aprimorarmos a qualidade da alocação dos recursos públicos de Minas, argumentou. André Reis adiantou, inclusive, que a próxima edição do Fórum de Planejamento e Gestão vai ter como tema central a avaliação econômica de projetos.