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Seplag negocia com produtores rurais na Feira da Agricultura Familiar

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Pela primeira vez em Minas Gerais, o governo e produtores rurais sentaram em uma mesa para negociar os produtos. O que você produz? Como pretende vender a produção? A comunicação será via internet ou por meio do sindicato rural? Você produz para atender escolas, hospitais, secretarias? Essas e outras questões foram discutidas com os 65 produtores que participam da 9ª Feira de Agricultura Familiar de Minas Gerais, que acontece até domingo, dia 23, na Serraria Souza Pinto.

Essa nova negociação proposta pelo governo faz parte da política da agricultura familiar que está sendo implantada em Minas Gerais pelo governador Fernando Pimentel. Agora, em vez de o governo adquirir alimentos das empresas, como era feito anteriormente, a transação comercial se dará diretamente com os produtores rurais, de acordo com o decreto n° 46.712, publicado no dia 30 de janeiro deste ano, que regulamenta a Política Estadual de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar. 

De acordo com o decreto, os órgãos e entidades do governo deverão aplicar no mínimo 30% dos recursos destinados à compra de gêneros alimentícios, in natura ou manufaturados, na aquisição direta de produtos de agricultura familiar, mediante dispensa de licitação por procedimento de Chamada Pública. É mais um canal de comercialização para os pequenos produtores e uma oportunidade para escoar sua produção, tanto de agroindustrializados quanto de alimentos in natura, afirma o superintendente de Abastecimento Alimentar e Comercialização da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Lucas Scarascia.

Mais segurança para os produtores

Gabriela de Azevedo Leão, servidora do Centro de Serviços Compartilhados (CSC) da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), explicou que o objetivo principal de conversar com o produtor é explicar como será a venda dos produtos da agricultura familiar para o Estado. Nessa primeira negociação, os produtores estão expondo os produtos que vendem e o Estado conhecendo o que comprar, verificando o potencial de contratação dos agricultores familiares e suas organizações, afirmou Gabriela.

Para a produtora rural de farinha de mandioca e biscoitos de Teófilo Otoni, Maria do Carmo de Souza Starick, a expectativa é grande. Com o governo comprando direto nossos produtos, vai ficar mais fácil produzir sabendo que temos um comprador fixo. Ao mesmo tempo, vamos ficar livres dos atravessadores. Nenhum governo fez isso antes, comemorou a produtora.