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Publicação da Fundação João Pinheiro analisa estrutura domiciliar de crianças e adolescentes em Minas Gerais

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Estudo caracteriza residências por meio de análises de fatores sociais, econômicos e demográficos

O Centro de Estatística e Informações da Fundação João Pinheiro lança na próxima segunda-feira, 29 de agosto, a publicação Domicílios com Crianças e Adolescentes: recursos familiares e demandas nas Regiões de Planejamento de Minas Gerais.

O estudo, que reúne informações baseadas nos dados da primeira Pesquisa por Amostra de Domicílios (PAD-MG), realizada em 2009, será apresentado ao público às 15h, no Auditório Jussara Seixas do Campus Pampulha da instituição (Alameda das Acácias, 70/5º andar, São Luís / Pampulha).

A pesquisa, que teve como objetivo traçar o perfil dos domicílios em que vivem crianças e adolescentes em Minas, visa contribuir para a definição de políticas públicas que levem em consideração os tipos de arranjos familiares domiciliares por região de planejamento no estado.

A cada ano, percebe-se que a população mineira, assim como a brasileira, passa por importantes mudanças estruturais que afetam não somente as crianças e adolescentes, mas também suas famílias. Portanto, é mais do que justificado identificar determinados fatores demográficos, econômicos e sociais que influenciam diretamente no futuro desses cidadãos, afirma o diretor do CEI e coordenador da pesquisa, Frederico Poley, em seu texto de apresentação do trabalho.

Para a análise dos dados, foram considerados aspectos como estrutura etária, composição e características das famílias, renda e escolaridade.

Radiografia – No atual desenho da distribuição de arranjos familiares, ainda prevalece em Minas Gerais o modelo casal com filhos, o qual representa mais de 50% dos domicílios com crianças e adolescentes de até 18 anos.

De acordo com o estudo, o arranjo mãe com filhos é o que mais fragilidade apresenta, já que conta com alguns fatores que contribuem para situações de risco social, como renda familiar per capta mais baixa, baixa escolaridade dos chefes de família e maior quantidade de crianças por adulto nos domicílios.

A análise sobre a situação econômica das famílias mostra que, apesar da forte concentração de renda no estado, ainda há desigualdades regionais. Já no quesito educação, quase a totalidade da população em idade escolar encontra-se matriculada, porém dados referentes ao atraso nos estudos apontam outros déficits ainda a serem explorados.

A repetência e a distorção idade-série são algumas causas para os déficits na escolaridade. As crianças de 6 a 14 anos freqüentam a escola, mas a porcentagem daquelas que concluem o ensino fundamental ainda é bem menor. Universalizou-se o acesso, mas não a conclusão, explica o pesquisador da Escola de Governo da FJP, Bruno Lazzaroti.