Estado promove integração entre as políticas de assistência social, assistência técnica e extensão rural

Por meio do projeto Sementes Presentes, Sedese e Emater-MG trabalham de forma intersetorial para priorizar famílias e comunidades beneficiárias
A Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese) direcionou, nesta quarta-feira (14/6), à Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Nota Técnica com os critérios utilizados para priorizar famílias e comunidades beneficiárias do Projeto Sementes Presentes.
A base de dados é o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), um conjunto de informações sobre as famílias brasileiras em situação de pobreza e extrema pobreza. O documento foi entregue pela secretária da Sedese, Rosilene Rocha, ao presidente da Emater-MG, Glenio Martins, durante a 12ª reunião do Grupo Coordenador das Ações da Estratégia Novos Encontros, realizada na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.
“Esta é uma experiência interessante, é uma ação emblemática da intersetorialidade, perseguida pelo Governo de Minas Gerais na elaboração e na implantação de políticas públicas. Esta é uma prática fundamental para o desenvolvimento social, especialmente por possuir o recorte da equidade. Estamos aportando conhecimentos sobre famílias e comunidades vulneráveis socialmente para que alcancem serviços e benefícios públicos, no caso, os serviços de planejamento de produção e de extensão rural oferecidos pela Emater-MG”, afirmou Rosilene Rocha.
Para o presidente da Emater-MG, Glenio Martins, o Plano Estadual de Enfrentamento da Pobreza no Campo, no momento sob consulta pública para agregar contribuições da sociedade, é inovador. E o Projeto Sementes Presentes faz parte do eixo de inclusão produtiva da estratégia.
"O Plano organiza ações que já existiam e inova na priorização do público, o que contribui para uma política de assistência técnica mais agressiva e com metodologia”, analisou Glenio Martins.
De acordo com a assessora de Programas Especiais da Sedese, Aidê Cançado, há quase um ano, foi apresentada a proposta da Estratégia de Enfrentamento à Pobreza no Campo à gestão estadual. "E o eixo de inclusão produtiva, desde então, ganhou contornos maiores. Surgiu o Projetos Sementes Presentes, sustentado por três pilares: planejamento das compras, organização das áreas de produção e comercialização”, explicou.
Para o avanço da estratégia, reforça a secretária da Sedese, Rosilene Rocha, é necessário "trabalhar com o poder local, ou não teremos sucesso. Quanto mais trabalharmos juntos no território, mais bem sucedidos seremos”, pontuou.
A representante do Colegiado de Gestores Municipais de Assistência Social (Cogemas-MG), Ana Amélia Medeiros, também destaca a necessidade do envolvimento dos gestores municipais. “Precisamos levar o Plano aos gestores municipais de assistência social, para que eles abracem estas propostas para efetivar o Plano”, afirmou.