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Governo de Minas aprofunda discussão sobre a Gestão do Conhecimento

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Especialista comandou workshop para servidores do Governo de Minas e discutiu a importância do tema para as organizações

As etapas de implantação da Gestão do Conhecimento e suas implicações no serviço público foram temas de workshop para servidores de secretarias e órgãos do Governo de Minas nos dias 5 e 6 de março, no plenário do prédio Gerais, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves. O evento marcou o início formal do processo de elaboração do Plano Estadual de Gestão do Conhecimento.

Nós passamos da fase inicial que é o diagnóstico situacional da Gestão do Conhecimento no Governo de Minas. Hoje temos a presença de servidores de todos os órgãos visando a elaboração do nosso Plano Estratégico Estadual. A finalização será feita pelos membros do Comitê Estadual de Gestão do Conhecimento, explicou a assessora-chefe da Assessoria de Gestão da Informação (AGI), Margarida Fantoni.

O evento foi uma iniciativa da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e levou aos participantes a experiência do professor Fábio Ferreira Batista, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), autor da metodologia que está sendo adotada pelo Governo de Minas e implantada em parceria com a instituição.

A Gestão do Conhecimento é a capacidade de mobilizar conhecimentos para melhorar, continuamente, produtos e serviços, definiu o professor. Segundo ele, investir em capital intelectual tem sido a solução de melhor custo-benefício para as organizações que buscam o tão esperado resultado de suas ações. No caso das administrações públicas, o desafio, segundo Fábio, é armazenar todo o conhecimento desenvolvido por colaboradores durante o exercício profissional e, ao mesmo tempo, torná-lo disponível a outros profissionais.

O especialista do Ipea apontou a importância do desenvolvimento de uma infraestrutura de tecnologia da informação (TI) para dar suporte às iniciativas; a melhoraria das políticas de gestão de pessoas incentivando o uso do capital intelectual; e o armazenamento do conhecimento para que ele seja utilizado e reutilizado, como caminhos para a implantação da Gestão do Conhecimento.

É preciso organizar todo o conhecimento adquirido e permitir uma fácil localização, criando repositórios institucionais que sejam úteis para a organização. Mas é preciso criar a cultura para desenvolver esses repositórios, para que as pessoas os alimentem e sejam alimentadas por eles. Isso não é fácil. É necessário um trabalho interativo, com foco no usuário, alertou Fábio Ferreira.

Segundo o pesquisador, 90% da experiência profissional vem da prática, sendo fundamental o compartilhamento de informações para a promoção da aprendizagem individual e organizacional. Ele defende ainda o reconhecimento pelas melhores iniciativas baseadas nas políticas de Gestão do Conhecimento nas organizações.


Serviço público

A Gestão do Conhecimento na administração pública só agrega valor quando é usada para melhorar o atendimento à população e a prestação do serviço público. Com esta frase, Fábio Ferreira levou a gestão do conhecimento para aplicações práticas nos serviços que são essenciais à população. Citando as escolas públicas, a título de exemplificação, o professor defendeu medidas inovadoras na solução de problemas de aprendizagem. Utilizando o método do benchmarking, que consiste na busca das melhores práticas de instituições de sucesso, as escolas podem auxiliar as outras que passam por algum tipo de deficiência no ensino.

É importante, para qualquer iniciativa desenvolvida, ter indicadores que possam medir se as metas propostas pela implantação da Gestão do Conhecimento foram alcançadas, aponta o especialista.