Taxa de desemprego permanece estável na RMBH
Em janeiro a taxa de desemprego total na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) permaneceu relativamente estável, passando dos 5,2% registrados em dezembro para os atuais 5,1% da População Economicamente Ativa (PEA). A RMBH também manteve a menor taxa entre as sete Regiões Metropolitanas analisadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (Recife, Porto Alegre, São Paulo, Salvador, Fortaleza e Distrito Federal).
As informações foram divulgadas na manhã desta quarta-feira, 29, pela Fundação João Pinheiro, Dieese, Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego (Sete) e Fundação Seade.
Este início de ano teve um movimento diferente em relação aos anteriores, mantendo relativa estabilidade em janeiro, mês que normalmente é de desaceleração da economia e, portanto, de crescimento da taxa de desemprego. Foram gerados 14 mil postos de trabalho na RMBH e esse número foi suficiente para absorver as 12 mil pessoas que se inseriram no mercado de trabalho e ainda retirar 2 mil pessoas da situação de desemprego, afirmou a Coordenadora da PED pelo Dieese, Gabrielle Selani.
Setores
O setor da construção civil foi o que mais se destacou em janeiro, com retomada de crescimento de 8,8%, sendo responsável por 15 mil contratações. Em movimento contrário, o setor de serviços sofreu redução de 6 mil postos de trabalho. Outros setores e comércio mantiveram relativa estabilidade.
Formalização
A Pesquisa mostra ainda que, em comparação a dezembro de 2011, houve redução de 10 mil ocupados com carteira assinada no mercado de trabalho da RMBH, ao mesmo tempo em que o número de trabalhadores sem registro formal teve acréscimo de 6 mil pessoas.
Esse movimento contraria a tendência observada nos últimos meses, quando a pesquisa registrou aumento da formalização na RMBH. É preciso esperar para saber se esse fato é apenas uma reacomodação de mercado ou se é uma tendência que irá se firmar, explicou Selani.
Rendimentos
Em dezembro de 2011, o rendimento real médio dos ocupados cresceu 1,8%, sendo estimado em R$ 1.464. O salário real médio aumentou 0,4% e foi estimado em R$ 1.440.
O rendimento dos autônomos aumentou 3,7%, sendo estimado em R$ 1.385. Na indústria, o aumento no salário médio foi de 6,7%, enquanto comércio e serviços apresentaram queda de 4,0% e 5,2%, respectivamente.