A cultura do feijão é tema de congresso em Belo Horizonte
O 14º Congresso Nacional de Pesquisa do Feijão (Conafe) já tem a programação definida: produção, sanidade, mercado, consumo, melhoramento genético e aspectos culturais e gastronômicos do grão são alguns do temas que serão abordados no evento organizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), com o apoio da Embrapa Arroz e Feijão,.
O Conafe acontece entre os dias 27 e 29 de maio, na Cidade Administrativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte. As atividades são voltadas para pesquisadores, professores, estudantes, produtores, consultores e profissionais da indústria.
Conhecida fonte de proteína, ferro e outros nutrientes, o feijão é muito identificado à tradição culinária brasileira, em especial, pela combinação com o arroz.
“O feijão é um símbolo de brasilidade, que tem uma identificação muito forte com a comida afetiva, os quintais produtivos, a ’cozinha de vó’”, reflete o pesquisador da Epamig, Djalma Pelegrini, que irá moderar o painel “O Feijão como um Negócio Social”, na sexta-feira, 29 de maio.
O pesquisador ressalta os aspectos culturais e nutricionais do cultivo do feijão e os fatores que fazem dele uma alternativa também para a produção familiar. “É uma cultura de fácil manejo, que na agricultura familiar sempre foi associada ao cultivo consorciado. Além disso, o melhoramento genético tem ofertado cultivares mais produtivas e adaptáveis a sistemas agroecológicos e agroflorestais”.
O primeiro dia da programação, 27 de maio, vai discutir o consumo do grão, a presença na cozinha mineira e as tendências e oportunidades nos mercados interno e externo.
Na quinta-feira, 28 de maio, serão destacados aspectos do melhoramento genético do grão, além de questões relativas à sanidade, nutrição e controle de pragas e doenças. Pesquisas que procuram aliar fatores de interesse para produtores e consumidores, como destaca o pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) Alisson Chiorato:
“O melhoramento genético busca a qualidade tecnológica e a qualidade do grão. No que se refere ao cultivo, o interesse é por produtividade; resistência genética a doenças, como a antracnose (a que mais acomete a cultura); precocidade e sustentabilidade. Acredito que em breve teremos que incluir também informações sobre rastreabilidade”, afirma.
No que tange à qualidade dos grãos, as exigências do mercado estão relacionadas a aspectos de aparência e preparo. “Dentre os critérios estão o tempo de cozimento; as necessidades da indústria empacotadora; a tolerância ao escurecimento do grão, em especial do feijão carioca; a saudabilidade”, explica Chiorato.
Os debates também abrangerão o manejo da mosca branca, que transmite o vírus do mosaico dourado e do mosaico anão, e sistemas de cultivo e produção de sementes.
As inscrições para o Conafe devem ser feitas neste link, onde também é possível consultar mais informações sobre a programação.
Jornalista responsável: Mariana Vilela Penaforte de Assis
Foto: Divulgação/Epamig