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Histórico

Histórico do rompimento das barragens da Vale S.A. em Brumadinho

Às 12h28min20s do dia 25 de janeiro de 2019, ocorreu o rompimento da Barragem I (B 1) acarretando no rompimento, em sequência, das barragens B-IV e B-IV-A da mina de Córrego do Feijão, do Complexo Paraopeba II, localizada em Brumadinho/MG.

 A B1 foi construída, em 1976, pela Ferteco Mineração, pelo método de alteamento a montante, sendo adquirida pela Vale S.A. em abril de 2001. Com altura de 86 metros e comprimento da crista de 720 metros, a barragem tinha como finalidade a disposição de rejeitos do processo de beneficiamento a úmido de minério de ferro. Os rejeitos dispostos ocupavam uma área de 250 mil metros quadrados e, segundo a Vale S.A., naquele momento encontrava-se inativa, com projeto de descaracterização em desenvolvimento.

Com o rompimento, houve carreamento de aproximadamente 12 milhões de m³ de rejeitos. Desses, uma parte permaneceu na área da antiga B-I, cerca de 2 Mm³. Na calha do ribeirão Ferro-Carvão até sua confluência com o rio Paraopeba, ficaram depositados 7,8 Mm³ e a parte restante (2,2 Mm³) atingiu a calha do rio Paraopeba, propagando-se até o remanso da Usina Hidrelétrica (UHE) de Retiro Baixo, entre os municípios mineiros de Curvelo e Pompéu.

O desastre provocou a morte de 272 pessoas entre elas, dois bebês, de duas grávidas , representando um dano irreparável. Oito joias – como são chamadas pelos familiares as vítimas do rompimento  ainda não foram encontradas. Além das perdas humanas, o desastre causou impactos e prejuízos ambientais e socioeconômicos. A vegetação, a fauna e outros rios foram atingidos ao longo de centenas de quilômetros, atravessando o território de mais de 20 municípios e causando um dos maiores desastres socioambientais da história do país. Os impactos negativos na economia não se restringiram aos municípios da bacia do Rio Paraopeba, mas tiveram reflexos na Região Metropolitana de Belo Horizonte e no estado de Minas Gerais como um todo.

 

Um ano de apoio às vítimas e de ações de reparação promovidas pelo Poder Executivo Estadual 

Quando o desastre da mineradora Vale S.A. em Brumadinho completou um ano, o governador Romeu Zema concedeu coletiva à imprensa na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, e apresentou um balanço das ações realizadas desde 25 de janeiro de 2019 pelos órgãos estaduais. Ao lado do procurador-geral de Justiça de Minas, Antônio Sérgio Tonet, do defensor público-geral do Estado, Gério Patrocínio, de secretários estaduais e chefes das forças de Segurança, o governador citou a interlocução com as famílias vítimas da tragédia, o trabalho das forças de Segurança no local e as medidas legais para evitar novos rompimentos de barragens. Zema destacou também a negociação junto à Vale S.A. em torno de medidas compensatórias ao Estado.

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