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Aluno do curso de Agropecuária de Precisão da Epamig/Itap desenvolve estação de dados meteorológicos

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Tecnologia desenvolvida em disciplina prática calcula, em tempo real, 13 indicadores agrícolas e tem um custo inferior ao dos modelos tradicionais.
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André Luiz Carvalho,  aluno do Instituto Tecnológico de Agropecuária de Pitangui

Uma estação meteorológica capaz de calcular 13 indicadores agrícolas em tempo real, fornecer orientações práticas ao produtor, com um custo inferior ao dos modelos tradicionais, foi desenvolvida por um aluno do Instituto Tecnológico de Agropecuária de Pitangui, pertencente à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig/ Itap). 

O trabalho foi elaborado por André Luiz Carvalho na disciplina Tecnologia e Inovação em Microcontroladores II, do curso superior de Tecnologia em Agropecuária de Precisão, sob orientação do professor e pesquisador da Epamig Itap Fábio Oseas dos Reis Silva.

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Fábio Oseas, professor da Epamig/Itap

“Nessa disciplina, os alunos trabalham na concepção, prototipagem e validação de soluções reais”, afirma o professor, acrescentando que os projetos desenvolvidos no curso são alinhados às pesquisas realizadas na unidade:

“Dialogamos diretamente com os produtores para identificar os principais gargalos do setor e trazemos os desafios para a Epamig Itap, onde buscamos soluções práticas e aplicadas, especialmente no âmbito das disciplinas, com a participação ativa dos alunos. Dessa forma, integramos ensino, pesquisa e extensão, ao mesmo tempo em que promovemos inovação voltada às necessidades do produtor rural”.

Funcionalidades e aplicações

O trabalho desenvolvido por André Luiz está vinculado ao projeto “Qualidade e produção de frutas de pitaias vermelhas submetidas ao raleio químico, poda verde e produção extemporânea em função da iluminação artificial”, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

“A partir dos dados da estação meteorológica vinculada ao projeto, percebemos que faltava um alinhamento à realidade do técnico e do produtor. A nova estação foi construída não apenas para registrar dados meteorológicos, mas para transformá-los em informações estratégicas, capazes de subsidiar a tomada de decisão no campo”, afirma o estudante.

O professor Fábio reforça esse diferencial. “Nossa estação não entrega somente dados, entrega decisões. O sistema alerta para o momento ideal de irrigar e quanto se deve irrigar. Além disso, sugere se é hora de aplicar defensivo, se há risco de doenças como a ferrugem do café, traz previsão de maturação para planejar a colheita”, detalha.

Na pecuária, o sistema avisa quando o gado está em estresse térmico, quando o calor pode impactar negativamente a produção de leite, e também alerta sobre condições climáticas que favorecem o aparecimento de carrapatos e moscas.

“As estações comerciais com essa capacidade têm um custo mais elevado, já a estação criada aqui será bem acessível a todos os produtores. A proposta é democratizar o acesso à tecnologia e fazer com que o pequeno e o médio produtor tenham acesso à mesma informação que as grandes fazendas usufruem”, finaliza o pesquisador.

O protótipo está em fase de padronização e registro. A expectativa da equipe é que o equipamento possa ser disponibilizado aos produtores tão logo estes trâmites sejam finalizados.

Jornalista responsável: Mariana Vilela Penaforte de Assis - Ascom/ Epamig

Fotos: Erasmo Pereira - Ascom/Epamig

 

 

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