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Pesquisas da Epamig contribuem para a produção sustentável de tilápia

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Alternativas de controle reprodutivo, melhoramento genético e sistemas produtivos mais seguros evitam que a espécie seja considerada uma ameaça
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Ascom Epamig

A tilápia, espécie de grande relevância econômica e nutricional para a aquicultura brasileira, esteve no centro de debates nos últimos meses após ter sido incluída na Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras, da Conabio. A lista, que busca subsidiar políticas públicas e ações de prevenção e controle ambiental, teve sua tramitação temporariamente suspensa para novas análises, após manifestações de órgãos ambientais e do setor produtivo.

Diante desse cenário, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), por meio de seu Programa de Pesquisa em Aquicultura, reforça a importância de estruturar frentes de pesquisa voltadas à produção sustentável da tilápia, com foco na mitigação de riscos ambientais e no fortalecimento da atividade produtiva.

“É importante esclarecer que a tilápia não é uma espécie invasora, mas sim uma espécie introduzida no Brasil. Os impactos da interação desse peixe em ambientes lacustres brasileiros ainda são pouco estudados; no entanto, é preciso estar atento a efeitos ambientais, como o escape de indivíduos com capacidade reprodutiva para o meio natural”, afirma Franklin Costa, pesquisador da EPAMIG.

Entre as principais frentes de atuação da instituição está o controle reprodutivo, com o desenvolvimento, a otimização e a aplicação de tecnologias ambientalmente seguras voltadas à masculinização e à inibição da reprodução. 

“Há décadas, a masculinização hormonal é utilizada para a obtenção de lotes majoritariamente masculinos, estratégia essencial para evitar a reprodução nos tanques de engorda e melhorar o desempenho produtivo”, ressalta o pesquisador.

Nesse contexto, a EPAMIG desenvolve, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), estratégias para a obtenção de lotes 100% masculinos, uma vez que os métodos convencionais ainda apresentam margem de erro de cerca de 5% de fêmeas com capacidade reprodutiva. Também são conduzidas pesquisas para a produção de tilápias estéreis e para a obtenção de machos por meio de manipulação cromossômica.

Outra frente estratégica está relacionada aos sistemas de produção, com destaque para os sistemas intensivos de recirculação de água (RAS) e de bioflocos (BFT). Esses modelos favorecem o crescimento da tilápia, são desconectados dos ambientes naturais e reduzem significativamente o risco de escape. 

A EPAMIG também atua no melhoramento genético, desenvolvendo animais com maior desempenho produtivo e menor capacidade de sobrevivência em ambientes naturais.

“O peixe é melhorado para a produção em cativeiro, caso escape, terá chances mínimas de sobrevivência comparado aos peixes de vida livre”, enfatizou Franklin Costa .

“Reconhecemos que a produção brasileira ocorre majoritariamente em viveiros escavados e tanques-rede. O objetivo das pesquisas não é substituir esses modelos, mas incorporar sistemas mais controlados em fases críticas do cultivo e encurtar o período do ciclo de produção que ocorre nos ambientes naturais”, acrescentou.

Os resultados e tecnologias desenvolvidas pela EPAMIG são amplamente difundidos por meio de dias de campo, acompanhamento técnico, capacitações e materiais de apoio.

Importância da espécie

A produção nacional de tilápia já ultrapassa 600 mil toneladas anuais, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR, 2025), movimentando cerca de R$ 7 bilhões. A atividade gera renda, empregos e amplia o acesso da população a uma proteína de alto valor nutricional e custo acessível.

 

 

 

 

Assessoria de Comunicação Epamig
Jornalista Responsável: Mila Cristian

Imagem: Ascom Epamig

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