4º Palmatech destaca estratégias para aumentar a produtividade no Semiárido
A Epamig, em parceria com o Sistema Faemg/Senar, realizou entre os dias 4 e 7 de maio, nos municípios de Janaúba e Nova Porteirinha, no Norte de Minas, a 4ª edição do Palmatech, evento que fortalece o debate sobre a cultura da palma e de outras forrageiras adaptadas ao Semiárido Mineiro.
O 4º Palmatech englobou o III Simpalma – Simpósio Mineiro sobre Palma e outras Forrageiras adaptadas ao Semiárido e o Palmaday, unindo momentos teóricos e práticos proporcionados aos mais de 300 participantes que passaram pelo evento. Entre o público, estiveram produtores, estudantes, pesquisadores e extensionistas.
A Epamigdesenvolve, desde 2009, estudos sobre o cultivo da palma forrageira. Em 2017, em parceria com o Instituto Agronômico de Pernambuco, iniciou a implementação de um banco de germoplasma. Atualmente, 24 diferentes variedades são testadas quanto à adaptação às condições da região, alternativas de manejo, melhoramento genético e uso de novas tecnologias.
O engenheiro agrônomo e especialista em palma forrageira do IPA, Djalma Cordeiro, conduziu a palestra “Pesquisas da palma forrageira do IPA/UFRPE. Uma revisão sobre manejo e uso”. O momento integrou o terceiro dia do Simpalma.
“É satisfatório enxergar a evolução dos estudos com a palma e difundir algo que trabalhamos em conjunto desde o início. Esse evento é um ponto crucial para o produtor, pois difunde os trabalhos conduzidos nos ambientes acadêmicos, além de demonstrar, na prática, os temas abordados nas palestras”, ressaltou Djalma, que também participou do dia de campo, Palmaday.
Durante a abertura do Palmaday, programação prática realizada no Campo Experimental do Gorutuba, da Epamig, em Nova Porteirinha, a chefe-geral da EPAMIG Norte e integrante da comissão organizadora do Palmatech, Leidy Rufino, destacou a proposta do evento de ampliar os debates sobre a cultura.
“Foram dias de muita troca. Tivemos debates ricos, com dados científicos que demonstram a evolução das pesquisas com forrageiras adaptadas ao semiárido. Mais do que abordar o potencial da palma na alimentação animal, discutimos a mecanização, tema fundamental para o crescimento da atividade, além de novas tecnologias, potencialidades do solo, gastronomia e outros aspectos”, destacou Leidy.
O Palmaday contou com cinco estações temáticas, mostra de produtos e serviços voltados às atividades com forrageiras e demonstrações das áreas de estudo com palma da Epamig.
Para Hélio Cordeiro, produtor de Serranópolis de Minas, a parceria com a Epamige a presença no evento geram impactos diretos no dia a dia de sua propriedade.
“Há dois anos, a Epamig, juntamente com diversos parceiros, nos procurou para ceder uma área para a implantação de uma unidade de testes com palma. Desde então, já realizamos dias de campo, que têm sido muito importantes para o aprendizado”, pontuou.
“Já estive em três edições e considero muito interessante, pois amplia nosso conhecimento sobre o uso da palma, juntamente com o Capiaçu, algo que utilizo bastante na propriedade. Essa troca fortalece não só o meu trabalho, mas também a comunidade”, completou.
O Palmatech 2026 foi encerrado com um momento dedicado à discussão de soluções inovadoras voltadas à superação dos gargalos da produção de palma.
O evento teve o patrocínio do Banco do Nordeste.
Assessoria de Comunicação- Epamig
Jornalista Responsável: Mila Cristian
Imagem: Ascom Epamig