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Minas Gerais e República Tcheca avaliam parceria para uso de inteligência geoespacial na cafeicultura

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Encontro reuniu instituições do Governo de Minas e representantes europeus em Belo Horizonte
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A proposta de evento foi promover um intercâmbio de experiências e debater uma possível cooperação tecnológica

 O fortalecimento da cafeicultura mineira, por meio da inovação e da cooperação internacional, foi discutido numa reunião nesta quinta-feira (22/1), na sede da Emater-MG, em Belo Horizonte. A proposta de evento foi promover um intercâmbio de experiências e debater uma possível cooperação tecnológica, com foco no uso de inteligência de dados geoespaciais para o fortalecimento da cafeicultura, a sustentabilidade ambiental e o planejamento territorial em Minas Gerais.

O encontro contou com representantes do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), das vinculadas Emater-MG, Epamig e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e de uma missão da República Tcheca para avaliar a possibilidade de parceria com o Projeto Comunidade, desenvolvido pela Universidade Tcheca de Ciências da Vida (CZU).

A embaixadora da República Tcheca no Brasil, Pavla Havrlikova, disse que o café brasileiro é bem conhecido em seu país e destacou que o trabalho desenvolvido pela CZU pode contribuir para o desenvolvimento sustentável em outras regiões.

“Viemos avaliar a possibilidade de colaboração em projetos científicos nas áreas da agricultura e meio ambiente. A Universidade de Ciências da Vida tem experiência em vários projetos nesse âmbito. O Projeto Comunidade, por exemplo, já envolve outros países da América Latina”, disse.

Projeto Comunidade

Durante o encontro, técnicos e pesquisadores europeus apresentaram o Projeto Comunidade, plataforma já aplicada na Colômbia e no Chile, que integra dados de satélite e informações territoriais para apoiar decisões na agricultura, na gestão hídrica e na mitigação de riscos climáticos. A proposta é oferecer aos produtores e instituições uma visão mais precisa e acessível do território, contribuindo para ganhos de produtividade e resiliência.

“Após a experiência com produtores rurais da Colômbia e do Chile, o Projeto Comunidade avalia agora como essas soluções poderiam apoiar instituições e comunidades rurais do Brasil frente a desafios como doenças do café, estresse hídrico, incêndios e erosão do solo”, destacou o secretário-adjunto de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, João Ricardo Albanez.

Mapeamento do café

Como parte das apresentações, Minas Gerais detalhou iniciativas já desenvolvidas no estado. A Emater-MG apresentou o mapeamento do parque cafeeiro mineiro, iniciado em 2016, a partir do uso de imagens de satélite, com posterior validação em campo em 460 municípios produtores. O trabalho, criado em parceria com diversas instituições,  envolve a recepção, o processamento, a sistematização, o armazenamento e a disponibilização de informações sobre a cafeicultura por meio de um geoportal.

O mapeamento permite maior precisão da produção estadual, aprimora as estimativas de safra e possibilita identificar a localização dos cafés diferenciados e sua relação com os territórios de produção.

Também foi apresentada a plataforma Selo Verde MG, ferramenta pública e gratuita que amplia a rastreabilidade e atesta a conformidade ambiental das cadeias produtivas. Desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com o Governo de Minas, a plataforma aponta que mais de 90% das propriedades mineiras de café não têm a produção associada ao desmatamento.

Ao final da reunião, o diretor técnico da Emater-MG, Gélson Soares Lemes, anunciou a criação de um grupo de trabalho envolvendo as instituições mineiras, universidades e representantes do Projeto Comunidade para discutir como a parceria pode ser efetivada. “Foram apresentadas muitas metodologias que podem nos ajudar a trabalhar em relação às mudanças climáticas e à sustentabilidade das lavouras de café e várias outras culturas”, declarou.

Também participaram do encontro representantes da UFMG, Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais (IEF), Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg),  Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Conselho Nacional do Café (CNC), Universidade Federal de Lavras (Ufla) e do Centro Nacional de Investigadores de Café (Cenicafé), da Colômbia.
 

Jornalista responsável: Marcelo Varella - Ascom/Emater-MG

Foto: Divulgação/Seapa

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