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Exportações de ovos crescem 15% e fortalecem a diversificação de produtos mineiros embarcados

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Ao todo 397 produtos agropecuários mineiros foram enviados para 148 países. Desempenho do setor avícola foi ‘puxado’ pela abertura do mercado chileno para ovos brasileiros, mas produção também tem chegado à África, Europa e Ásia
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Esse desempenho é favorecido pela abertura do mercado chileno para ovos e derivados brasileiros desde 2023

As exportações mineiras de ovos registraram crescimento de 15,7% no volume embarcado, totalizando 1,1 mil toneladas nos dois primeiros meses do ano. No acumulado de janeiro a fevereiro, a receita com os embarques deste segmento da avicultura também superou em 4,4% o faturamento do primeiro bimestre anterior alcançando US$ 1,5 milhão.

Segundo a assessora técnica da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Manoela Teixeira, o Chile concentrou 70% das compras. “Esse desempenho é favorecido pela abertura do mercado chileno para ovos e derivados brasileiros desde 2023, no modelo pre-listing, mecanismo em que os estabelecimentos habilitados pelo serviço oficial brasileiro passam a ser previamente aceitos pelo país importador, sem necessidade de auditoria individual prévia para cada unidade exportadora”, detalha.

Esse avanço ampliou as oportunidades comerciais e contribuiu para consolidar o Chile entre as primeiras posições no ranking de destinos, mas a produção mineira de ovos também mantém presença em países como a Mauritânia, Serra Leoa, Gâmbia, Cuba, Colômbia, Itália e Japão.

 Minas permanece como terceiro maior exportador

De um modo geral, as exportações do agronegócio mineiro alcançaram US$ 2,4 bilhões com o embarque de 1,5 milhão de toneladas, no acumulado de janeiro a fevereiro deste ano. Em relação ao mesmo período do ano anterior, os números apontam queda de 5,2% no valor e alta de 0,3% no volume.

Mesmo com essa retração, Minas se mantém como o terceiro maior exportador de produtos agropecuários, respondendo por quase 11% da receita do agro nacional. “Os dados indicam que o recuo da receita esteve muito mais associado ao comportamento dos preços e ao mix da pauta do que propriamente a uma perda física de embarques. O valor médio das exportações mineiras caiu de US$ 1.752,79 a tonelada para US$ 1.657,31/tonelada”, analisa a assessora técnica Manoela Teixeira.

Ao todo 397 diferentes produtos agropecuários mineiros foram enviados para 148 países, com destaque para a China, Estados Unidos, Alemanha e Itália. 

 Café

No primeiro bimestre, o café, principal produto da pauta exportadora do agro mineiro, alcançou US$ 1,6 bilhão (-8,8%) e volume de 3,6 milhões de sacas (-28,1%).

Carnes

O setor de carnes (bovina, suína e frango) teve papel decisivo na sustentação das exportações mineiras. A receita alcançou US$ 274,7 milhões, registrando alta de 11,4%. Já o volume total ficou em 76,2 mil toneladas e crescimento de 3% em relação ao primeiro bimestre do ano anterior.

Sucroalcooleiro

O volume chegou a 535,6 mil toneladas, totalizando US$ 191 milhões com queda de 3,3% na receita, mas com aumento de 27% no volume embarcado.

Soja

O complexo soja (grãos, óleo e farelo) registrou US$ 130,3 milhões com o embarque de 289,5 mil toneladas. Isso significou crescimento de 41,7% em valor e 31,2% em volume, com elevação do preço médio de US$ 416,69/t para US$ 450,11/t.

Produtos Florestais

Os produtos florestais (celulose, madeira e papel) alcançaram aproximadamente US$ 176,2 milhões (-10,4%). O volume embarcado ficou em 330,8 mil toneladas (-8,1%).

 

Jornalista responsável: Márcia França

Edição: Maria Teresa Leal

Foto: Divulgação/Seapa

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