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Segundo encontro virtual do Sistema InovaLácteos reúne setor público, iniciativa privada e pesquisadores

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Com apoio do Governo de Minas, projeto visa atender às demandas de todo o complexo agroindustrial do leite, além de conectá-lo a acadêmicos e mercados, para o fomento a soluções tecnológicas
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A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) realizou, nestas terça e quarta-feiras (26 e 27/10), a segunda edição do evento on-line que busca identificar problemas de produtores, agroindustriais e varejistas do setor leiteiro em Minas, para gerar oportunidades de negócios e desenvolvimento de soluções tecnológicas. A reunião, transmitida ao vivo pelo canal da Seapa no Youtube, faz parte das ações do Sistema InovaLácteos, lançado em julho deste ano e liderado pela Agência de Inovação Polo do Leite.
 
Em seu discurso de abertura, durante o último dia de programação, a secretária de Agricultura, Ana Valentini, destacou a relevância socioeconômica da cadeia produtiva mineira, fazendo do estado a principal bacia leiteira do país, responsável por 27% da produção nacional em 2020, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "Em um mundo globalizado, o uso da tecnologia faz a diferença para garantir maior produtividade, renda e competitividade no mercado, de maneira sustentável", sublinha.
 
Entre cem e 250 usuários da plataforma assistiram a cada uma das lives, ao longo dos dois dias de evento. Após os paineis apresentados nesta semana, o próximo passo do sistema será o lançamento de um edital para o primeiro ciclo pré-aceleração - a partir do qual, serão selecionadas 40 startups para receberem um treinamento de dois meses. Interessados no tema que perderam a transmissão em tempo real podem assistir às palestras gravadas, cujo conteúdo soma mais de dez horas, também disponíveis no canal da Agricultura Minas Gerais.
 
Conforme o assessor de Assuntos Estratégicos da Seapa, José Eduardo Ferreira da Silva, um diferencial desta segunda edição do evento virtual foi adiantar, aos produtores e agroindustriais mineiros, tendências de consumo de leite e derivados que vêm sendo discutidas em mercados europeus, por exemplo. “Ao articularmos todos os elos da cadeia produtiva, percebemos uma crescente preocupação do consumidor externo com questões que envolvem sustentabilidade, saúde do rebanho e bem-estar animal”, ilustra.  
 
Sinergia
 
O projeto mobiliza esforços do Governo de Minas, por meio da Seapa e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), além de contar com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Também participaram dos painéis de debates sobre as demandas do setor, representantes de associações, cooperativas e sindicatos do complexo agroindustrial leiteiro, consultores do mercado financeiro, agentes públicos e acadêmicos de múltiplas áreas do conhecimento.
 
Durante a primeira manhã de discussões, na terça-feira, o titular da Sede, Fernando Passalio, ressaltou que o objetivo central desta parceria entre o setor público, a iniciativa privada e as instituições de pesquisa é fortalecer as potencialidades do segmento, agregar valor à produção láctea e alavancar as riquezas do estado. “Uma das principais formas para que a gente atinja esse resultado é por meio da ciência, da tecnologia e da inovação”, explica Passalio.
 
Por sua vez, a pesquisadora da Universidade Federal de Juiz de Fora e representante da Agência de Inovação Polo do Leite, Maria José Bell, enfatizou, no painel das Instituições de Ciência e Tecnologia, o longo caminho ainda a ser percorrido, que perpassa o incentivo ao avanço das startups. “Se a gente comparar, precisamos de cinco vacas brasileiras para produzir a mesma quantidade de leite que uma vaca americana”, demonstra a professora.
 
Já o economista-chefe do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Adauto Modesto Junior, aponta para uma perspectiva relativamente otimista para a economia mineira a médio prazo, especialmente ligada às atividades do agronegócio e aos incentivos concedidos pelo Governo de Minas. "Há uma perspectiva interessante, relacionada a uma série de anúncios de investimentos em novas plantas produtivas no estado e também em recursos do acordo recentemente assinado com a empresa Vale, que deve trazer algum tipo de alavancagem dos investimentos externos", analisa.
 
Sistema InovaLácteos
 
O Sistema InovaLácteos é um programa de incentivo à geração de soluções inovadoras para os desafios e gargalos do complexo agroalimentar mineiro de leite e derivados, com duração inicial prevista de três anos. A estimativa é de que, neste período, até 120 empresas de base tecnológica sejam aceleradas. 
 
O projeto tem quatro Núcleos de Aceleração pelo território mineiro, nos municípios de: Uberaba, no Triângulo Mineiro; Lavras, no Sul de Minas; Viçosa e Juiz de Fora, ambos na Zona da Mata. Cada um desses parques tecnológicos tem a missão de recrutar cerca de dez startups, por ano, para executar uma pré-aceleração de dois meses. Por fim, o centro de pesquisa parceiro selecionará duas startups (totalizando oito empresas tecnológicas), para uma fase de incubação, a ser trabalhada durante dez meses.
 
 
Paula Machado - Ascom/Seapa
 
Foto: Divulgação/Seapa
 
 

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