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Secretária de Agricultura Ana Valentini cumpre agenda em Brasília em busca de apoio para solução de problemas causados pelas chuvas

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O trabalho para a renegociação das dívidas será uma das primeiras ações a serem realizadas pelo Ministério da Agricultura
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A secretária de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Valentini, e o presidente do Sistema Faemg, Antônio de Salvo, reuniram-se, nesta quarta-feira (26/1), em Brasília, com a ministra da Agricultura Tereza Cristina para pedir o apoio do governo federal para a solução dos problemas causados pelas intensas chuvas que atingiram o estado no final do ano passado e no início de janeiro. O encontro também foi acompanhado pelo secretário-executivo do Mapa, Marcos Montes, e pelo superintendente técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Bruno Lucchi.

Além da reunião no Ministério da Agricultura, estão programados encontros em diversos órgãos do governo federal. “Milhares de produtores foram afetados, principalmente agricultores familiares. Também temos agendas em outros ministérios para solicitar apoio nas diferentes frentes de atuação como o financiamento de culturas, doação de sementes e o apoio na reconstrução das atividades produtivas das famílias atingidas. O Governo de Minas está unindo esforços com o Ministério da Agricultura, a Faemg e diversos órgãos federais para levar alento aos produtores afetados pelas chuvas em nosso estado”, afirmou a secretária Ana Valentini.

A ministra da Agricultura Tereza Cristina disse que está acompanhando a situação de dificuldades que vêm sendo enfrentadas pelos produtores no estado. “De imediato vamos trabalhar na renegociação das dívidas. São várias demandas como o reparo de estradas vicinais e reconstrução de pontes e vocês podem contar com a nossa colaboração para colocar os agricultores mineiros de volta na atividade produtiva o mais rápido possível”, declarou.

Levantamento das perdas

Segundo o balanço atualizado da Emater-MG, empresa do sistema estadual da Agricultura, 119 mil hectares de lavouras foram perdidos. A maior parte do prejuízo foi na produção de grãos (74,5 mil hectares) e hortaliças (3,4 mil hectares). Os danos também foram sentidos na região metropolitana de Belo Horizonte, com foco na produção de hortaliças. As culturas com a maior área perdida foram a de alface (416 hectares), tomate (365 hectares) e quiabo (236 hectares).

O estudo apontou, ainda, que 127 mil produtores sofreram algum tipo de impacto na atividade por causa das chuvas e 416 municípios relataram perdas no campo durante o período chuvoso, o que corresponde a 48,7% do total do Estado.

Recupera Minas

O governo estadual lançou o Plano Recupera Minas, que destinará R$ 603 milhões em recursos estaduais para ações na área de infraestrutura e de suporte a pessoas e cidades afetadas pelos fortes temporais no estado. O Plano conta com medidas imediatas ou de rápida implementação e foi elaborado após o governo ouvir as prefeituras e atingidos, mapear as principais demandas e realizar estudos que garantam a viabilidade das ações.

O trabalho da Emater-MG faz parte do programa. A empresa elaborará, gratuitamente, os laudos técnicos para agricultores familiares que precisem comprovar as perdas causadas pelas chuvas. Estas comprovações são essenciais para que os agricultores familiares consigam renegociar suas dívidas ou financiamentos, além de garantir acesso a seguros.

Os profissionais da empresa também vão elaborar projetos técnicos para os produtores que necessitem obter recursos junto aos agentes financeiros para recuperação de estruturas nas propriedades ou dos sistemas produtivos prejudicados pelas chuvas.

Outra ação da Emater-MG de apoio aos produtores rurais no Recupera Minas é a orientação sobre o recebimento do Garantia-Safra. Ele é um benefício do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) voltado a agricultores familiares da região do Semiárido. O Garantia-Safra é pago aos agricultores inscritos, com renda mensal de até um salário mínimo e meio, com plantio entre 0,6 e 5 hectares, e que tiverem perdas comprovadas por estiagem ou excesso de chuva em lavouras de feijão, milho, arroz, mandioca e algodão. A estimativa é que cerca de 40 mil agricultores poderão ser beneficiados.

Os técnicos de campo da empresa também intensificaram o trabalho de assistência técnica nas propriedades, principalmente no controle fitossanitário das lavouras, necessário ao combate de doenças que surgem por causa da umidade.

 

 

Márcia França - Ascom/Seapa

Foto: Wenderson Araújo/CNA

 

 

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