OEPAS receberão $300 milhões do PAC da Embrapa
Publicado em:
INSTITUIÇÕES ESTADUAIS DE PESQUISA AGROPECUÁRIA RECEBERÃO $300 MILHÕES DO PAC DA EMBRAPA
O anúncio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foi feito ontem (23) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. Dentre os presentes, o ministro de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Reinhold Stephanes, e o da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende; o presidente da Embrapa, Sílvio Crestana, e o presidente do Conselho Nacional dos Sistemas Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Consepa), Baldonedo Arthur Napoleão (também presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – EPAMIG).
O presidente da República e o ministro do Mapa destacaram, em seus discursos, a importância do trabalho das instituições estaduais de pesquisa para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. Reinhold Stephanes, que falou primeiro, disse que “as instituições estaduais de pesquisa foram muito importantes na construção da história da pesquisa agropecuária do Brasil. Por isto, esse PAC da Embrapa contempla não só esta empresa, mas toda a rede de instituições estaduais de pesquisa”, disse o ministro. Segundo Stephanes, o Brasil consegue alimentar toda a sua população – que hoje come mais, pois tem mais renda – e, além disto, aumenta suas exportações agropecuárias em 16% ao ano. Além disto, é um país que mostra as melhores perspectivas de crescimento na produção de alimentos no mundo. Com tudo isto, disse, o país consegue avançar na produção de energia limpa. “O nosso desafio é compatibilizar a produção de alimentos com a bionergia, com o meio ambiente e com as mudanças climáticas que já estão ocorrendo. E queremos, além disto, manter nossa liderança na produção do etanol”, declarou.
O presidente Lula, do começo ao fim da cerimônia, relacionou o anúncio do PAC às críticas internacionais sobre a produção de produtos para bioenergia em detrimento da produção de alimentos. “A agricultura passa a ter um peso extremamente importante no cenário mundial. É verdade que vemos problema de alimentação em vários países. Mas, não é justo algumas pessoas criticarem o biocombustível, pois esses que fazem as críticas nunca criticaram a alta do petróleo; eles não dizem que isto influencia o custo dos alimentos. Nós estamos convencidos de que a Embrapa pode desempenhar, neste contexto, um papel importante, principalmente com as instituições estaduais de pesquisa agropecuária. Elas têm que trabalhar juntas.” O Presidente disse que essa união poderá diminuir a fome, por exemplo, na África, através de pesquisas agropecuárias que possibilitem o tratamento do solo, a adaptação de culturas, e, conseqüentemente, a produção de alimentos pelos países beneficiados com as pesquisas brasileiras. “Pretendemos levar a pesquisa agropecuária brasileira para a África, para a América Latina. Por isto, criamos esse PAC. Enfrentamos o desafio de fazer com que o Brasil se transforme em uma grande potência econômica em produção de alimentos, biodiesel, de proteção ao meio ambiente; queremos que esta geração seja lembrada como a geração que investe em pesquisa agropecuária”, disse. E chamou a atenção para a fiscalização dos recursos: “O PAC só vai dar certo se for gerido por um conselho gestor para acompanhar a aplicação dos recursos, com reunião mensal para acompanhamento de cada centavo aplicado. A orientação é para que seja afastado quem não souber gastar corretamente o dinheiro, pois não há tempo a perder, o mundo, principalmente em questão de alimentos, não pode esperar. Temos três anos para provar que valeu a pena o investimento maior em pesquisas. Vamos ajudar os países pobres e também ajudar os outros países a entenderem o que estamos fazendo”, concluiu Lula.
Para o presidente do Consepa, o anúncio da liberação de R$400 milhões para a Embrapa, sendo R$300 milhões para as Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Oepas), para serem gastos nos próximos três anos, significa o atendimento à reivindicação do Conselho, o que foi dito ao presidente da República, logo depois da solenidade: “Eu disse ao Presidente que o que ele está fazendo neste momento marca a história da pesquisa agropecuária no Brasil e que ele pode contar sempre com as Oepas para levar as nossas pesquisas, junto com a Embrapa, para os outros países.”
Segundo Baldonedo, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) determinou há três anos a elaboração de um diagnóstico da situação do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária, com foco nas Oepas. Esse diagnóstico mostrou as deficiências e limitações que a pesquisa agropecuária pública encontrava em decorrência da falta de recursos e apoio, principalmente do governo federal e de alguns estados às respectivas Oepas. “Com base nesse diagnóstico, o Consepa vem desenvolvendo um trabalho intenso de negociações com o Mapa e o MCT no sentido de sensibilizar o governo federal para que ele volte a apoiar de forma mais intensa as Oepas, pois elas integram o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária, ou seja, Embrapa e as Oepas. Então, nós fizemos uma proposta no valor de R$300 milhões para o Mapa obter os recursos do governo federal para os próximos três anos, principalmente quanto à recuperação da infra-estrutura dos órgãos estaduais de pesquisa agropecuária, planejamento estratégico e capacitação gerencial. Paralelamente, fizemos uma proposta de R$150 milhões ao Ministério de Ciência e Tecnologia para o financiamento de pesquisas de interesse dos estados” explica o presidente do Consepa.
Antes da solenidade no Palácio do Planalto, na sede da Embrapa, o presidente do Consepa teve reunião com diretores executivos da Empresa e com dirigentes das Oepas. Durante a reunião, o presidente da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerpe), Messias Nicodemos da Silva, pediu a inclusão do seu estado no Consepa. Segundo Baldonedo Napoleão, a presença da Agerpe só fortalecerá o Conselho.
Para Minas Gerais
De acordo com o PAC do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária, serão liberados, ainda este ano, para as Oepas, R$38,38 milhões. Em 2009, serão R$176,01 milhões e em 2.010 serão liberados R$85,61 milhões para as 17 Oepas. “A divisão entre as Oepas vai depender da definição dos projetos prioritários. Na EPAMIG, os recursos serão investidos em recuperação da infra-estrutura física da empresa, principalmente reforma das instalações; em novas construções; aquisição de máquinas, como tratores, p.ex.; veículos; equipamentos e implementos de laboratório; e também apoiará o planejamento estratégico e a capacitação gerencial, que já foram iniciados.
O anúncio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foi feito ontem (23) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. Dentre os presentes, o ministro de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Reinhold Stephanes, e o da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende; o presidente da Embrapa, Sílvio Crestana, e o presidente do Conselho Nacional dos Sistemas Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Consepa), Baldonedo Arthur Napoleão (também presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – EPAMIG).
O presidente da República e o ministro do Mapa destacaram, em seus discursos, a importância do trabalho das instituições estaduais de pesquisa para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. Reinhold Stephanes, que falou primeiro, disse que “as instituições estaduais de pesquisa foram muito importantes na construção da história da pesquisa agropecuária do Brasil. Por isto, esse PAC da Embrapa contempla não só esta empresa, mas toda a rede de instituições estaduais de pesquisa”, disse o ministro. Segundo Stephanes, o Brasil consegue alimentar toda a sua população – que hoje come mais, pois tem mais renda – e, além disto, aumenta suas exportações agropecuárias em 16% ao ano. Além disto, é um país que mostra as melhores perspectivas de crescimento na produção de alimentos no mundo. Com tudo isto, disse, o país consegue avançar na produção de energia limpa. “O nosso desafio é compatibilizar a produção de alimentos com a bionergia, com o meio ambiente e com as mudanças climáticas que já estão ocorrendo. E queremos, além disto, manter nossa liderança na produção do etanol”, declarou.
O presidente Lula, do começo ao fim da cerimônia, relacionou o anúncio do PAC às críticas internacionais sobre a produção de produtos para bioenergia em detrimento da produção de alimentos. “A agricultura passa a ter um peso extremamente importante no cenário mundial. É verdade que vemos problema de alimentação em vários países. Mas, não é justo algumas pessoas criticarem o biocombustível, pois esses que fazem as críticas nunca criticaram a alta do petróleo; eles não dizem que isto influencia o custo dos alimentos. Nós estamos convencidos de que a Embrapa pode desempenhar, neste contexto, um papel importante, principalmente com as instituições estaduais de pesquisa agropecuária. Elas têm que trabalhar juntas.” O Presidente disse que essa união poderá diminuir a fome, por exemplo, na África, através de pesquisas agropecuárias que possibilitem o tratamento do solo, a adaptação de culturas, e, conseqüentemente, a produção de alimentos pelos países beneficiados com as pesquisas brasileiras. “Pretendemos levar a pesquisa agropecuária brasileira para a África, para a América Latina. Por isto, criamos esse PAC. Enfrentamos o desafio de fazer com que o Brasil se transforme em uma grande potência econômica em produção de alimentos, biodiesel, de proteção ao meio ambiente; queremos que esta geração seja lembrada como a geração que investe em pesquisa agropecuária”, disse. E chamou a atenção para a fiscalização dos recursos: “O PAC só vai dar certo se for gerido por um conselho gestor para acompanhar a aplicação dos recursos, com reunião mensal para acompanhamento de cada centavo aplicado. A orientação é para que seja afastado quem não souber gastar corretamente o dinheiro, pois não há tempo a perder, o mundo, principalmente em questão de alimentos, não pode esperar. Temos três anos para provar que valeu a pena o investimento maior em pesquisas. Vamos ajudar os países pobres e também ajudar os outros países a entenderem o que estamos fazendo”, concluiu Lula.
Para o presidente do Consepa, o anúncio da liberação de R$400 milhões para a Embrapa, sendo R$300 milhões para as Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Oepas), para serem gastos nos próximos três anos, significa o atendimento à reivindicação do Conselho, o que foi dito ao presidente da República, logo depois da solenidade: “Eu disse ao Presidente que o que ele está fazendo neste momento marca a história da pesquisa agropecuária no Brasil e que ele pode contar sempre com as Oepas para levar as nossas pesquisas, junto com a Embrapa, para os outros países.”
Segundo Baldonedo, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) determinou há três anos a elaboração de um diagnóstico da situação do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária, com foco nas Oepas. Esse diagnóstico mostrou as deficiências e limitações que a pesquisa agropecuária pública encontrava em decorrência da falta de recursos e apoio, principalmente do governo federal e de alguns estados às respectivas Oepas. “Com base nesse diagnóstico, o Consepa vem desenvolvendo um trabalho intenso de negociações com o Mapa e o MCT no sentido de sensibilizar o governo federal para que ele volte a apoiar de forma mais intensa as Oepas, pois elas integram o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária, ou seja, Embrapa e as Oepas. Então, nós fizemos uma proposta no valor de R$300 milhões para o Mapa obter os recursos do governo federal para os próximos três anos, principalmente quanto à recuperação da infra-estrutura dos órgãos estaduais de pesquisa agropecuária, planejamento estratégico e capacitação gerencial. Paralelamente, fizemos uma proposta de R$150 milhões ao Ministério de Ciência e Tecnologia para o financiamento de pesquisas de interesse dos estados” explica o presidente do Consepa.
Antes da solenidade no Palácio do Planalto, na sede da Embrapa, o presidente do Consepa teve reunião com diretores executivos da Empresa e com dirigentes das Oepas. Durante a reunião, o presidente da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerpe), Messias Nicodemos da Silva, pediu a inclusão do seu estado no Consepa. Segundo Baldonedo Napoleão, a presença da Agerpe só fortalecerá o Conselho.
Para Minas Gerais
De acordo com o PAC do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária, serão liberados, ainda este ano, para as Oepas, R$38,38 milhões. Em 2009, serão R$176,01 milhões e em 2.010 serão liberados R$85,61 milhões para as 17 Oepas. “A divisão entre as Oepas vai depender da definição dos projetos prioritários. Na EPAMIG, os recursos serão investidos em recuperação da infra-estrutura física da empresa, principalmente reforma das instalações; em novas construções; aquisição de máquinas, como tratores, p.ex.; veículos; equipamentos e implementos de laboratório; e também apoiará o planejamento estratégico e a capacitação gerencial, que já foram iniciados.
Compartilhe via:
Dúvidas?
Fale Conosco