Conteúdo Principal

Minas recorre ao Vazio da Soja para evitar ferrugem

Submitted by Anônimo (não verificado) on
Publicado em:
No período de 15 de julho a 15 de outubro não poderá haver sequer um pé de soja nas lavouras de Minas Gerais, além dos plantios existentes em áreas de pesquisa científica e de produção de semente genética, monitorada e controlada. Esta determinação consta da Resolução nº 882 de 26 de abril de 2007, assinada pelo secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Gilman Viana, e publicada no “Minas Gerais” desta sexta-feira (27).

De acordo com a resolução, nos 90 dias de vigência do Vazio Sanitário da Soja, o produtor terá de erradicar, por meio de produtos químicos ou equipamentos, todas as plantas da leguminosa existentes em sua propriedade. O ato acrescenta que o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), vinculado à Secretaria da Agricultura, vai fiscalizar o cumprimento das medidas.

A Secretaria, por intermédio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater -MG) e Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), também suas vinculadas, desenvolverá ações com o objetivo de conscientizar os produtores e divulgar o Vazio Sanitário para o controle da Ferrugem Asiática da Soja.

O Vazio Sanitário diminuirá as possibilidades de ocorrência da ferrugem para a próxima safra de verão. A medida reduzirá a pressão da doença nos primeiros plantios, reduzindo a ocorrência no período vegetativo da soja.  O Vazio será utilizado também nos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo, que fazem divisa com Minas Gerais, mas falta a adesão da Bahia, para completar o grupo de controle.

Prejuízos à economia

Minas Gerais enfrenta desde 2002 o problema da soja, que chegou ao Brasil pelo Paraguai. A doença, disseminada pelo vento, pode provocar a perda total da área plantada. De acordo com dados do Consórcio Antiferrugem, divulgados pela Câmara Técnica de Defesa Agropecuária do Cepa, no primeiro ano de registro da ferrugem da soja nas lavouras brasileiras (safra 2001/2002) houve prejuízos da ordem de US$ 125 milhões; safra 2002/2003, cerca de US$ 16 milhões; safra 2003/2004, de US$ 2,08 bilhões; e safra 2005/2006, total de US$ 2,02 bilhões.

Essas cifras correspondem, em grande parte, a gastos com defensivos utilizados nas lavouras atingidas pela ferrugem. Em muitos casos são necessárias mais de cinco aplicações dos produtos e, segundo a Andef, grande quantidade de produtores de todo o País adquiriu defensivos em excesso no ano passado e não teve condições de pagar, gerando uma inadimplência de US$ 1 bilhão.

Comitê de Controle

Por meio da Resolução nº 882 foi criado também o Comitê Estadual para o Controle da Ferrugem da Soja, que vai traçar as diretrizes do Plano Nacional de Controle da Ferrugem da Soja (PNCFS). Presidido pelo diretor-geral do IMA, o comitê terá ainda representantes da Emater-MG, Epamig, Superintendência Federal do Ministério da Agricultura (Mapa), Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), e Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg).

Fazem parte ainda do comitê: Câmara Técnica de Grãos e Câmara Técnica de Defesa Agropecuária do Conselho Estadual de Política Agrícola (Cepa), Cooperativas Agrícolas do Noroeste Mineiro, Cooperativas do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, Associação dos Produtores de Sementes de Minas Gerais.

Completam a relação as seguintes instituições: Associação Nacional de Defensivos Agrícolas (Andef), Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas (Andav), Universidade Federal de Lavras (Ufla), Universidade Federal de Viçosa (UFV), e Universidade Federal de Uberlândia (UFU).


Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Assessoria de Comunicação Social
Jornalista responsável: Ivani Cunha
Contato: (31) 3284-6514                          
 



Compartilhe via: