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Produtores de queijo artesanal podem receber certi

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PRODUTORES DE QUEIJO ARTESANAL BUSCAM CERTIFICAÇÃO

Produtores de queijo artesanal das regiões do Serro, Canastra e Alto Paranaíba poderão ser beneficiados com certificação de seus produtos. Representantes de cooperativas e associações destas regiões estiveram um encontro esta semana com uma missão francesa de cooperação técnica e representantes da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e  suas vinculadas (Emater, Epamig e IMA) para discutir o assunto.

A missão francesa de cooperação técnica com o Brasil, por intermédio da FERT, e especialmente com Minas, tem como objetivo o apoio aos programas de produção do queijo artesanal com trocas de experiências de sucesso do queijo francês, considerado os de melhores qualidade e aceitação no mercado devido à tradição. A AFERT é uma associação francesa que apóia projetos da cadeia produtiva no desenvolvimento das economias agrícolas baseadas na organização profissional dos agricultores.
Desta forma, a fabricação de queijo artesanal conta desde de 2002 com o apoio desta associação. Organizar produtores, fazer intercâmbio, trocar experiências preservando a tradição de fabricação, incentivo à regulamentação da legislação, adaptar instalações, adequação e reforma das instalações, além de práticas de manejo, são ações que estão sendo implementadas pela FERT, junto com a Seapa, Emater, Epamig IMA e as associações de fabricantes de queijo, visando à cerificação, melhoria da qualidade para agregar valor ao produto.

Durante encontro realizado esta semana na Emater, o secretário adjunto da Agricultura,  Aberto Duque Portugal, enfatizou a importância do convênio de cooperação técnica entre o governo de Minas por meio da Seapa com a FERT.”É de grande importância esta parceria, pois aumenta o compromisso e a  responsabilidade dos fabricantes que  buscam a certificação, com isso terão que se adaptar às exigências da legislação, melhorar a qualidade, assegurando a  agregação de valor aos produtos e, ainda, preservar a tradição de fabricação artesanal” disse.  

De acordo com o presidente da Emater, José Silva, encontros como este fazem com que o conhecimento e as técnicas desenvolvidas na França cheguem aos produtores mineiros. “Esta é uma forma de garantir a melhoria da qualidade segurança alimentar para os consumidores, além do aumento de renda das famílias dos produtores”, afirmou.  
Para a chefe da Divisão de Segurança Alimentar do IMA, Fernanda Macieira, a certificação é fundamental para abrir mercados, pois  o produto tem o reconhecimento  de garantia, sanidade, origem, higiene e rastreabilidade. “Isto torna o produto mais competitivo, pois com a certificação, agregação de valor o produto tem melhores preços e aceitação no mercado”, afirmou.  

A região do Serro, conta com 10 municípios delimitados e foi a primeira a receber a marca registrada de Bem Imaterial  em Minas e está em processo de receber o registro em nível nacional pelo IPHAN. Já na Serra do Salitre existe um produtor que já tem o selo de certificação do IMA. Juntas, as três regiões ( Serro, Canastra e Alto Paranaíba) têm cerca de 10 700 de fabricantes de queijo artesanal, e segundo representantes das associações o grande desafio é  tirar da clandestinidade a grande maioria, buscando a certificação para melhorar renda, qualidade,  sem perder a tradição artesanal, com objetivo de maior aceitação no mercado.  







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