Palha de trigo pode reforçar receita do produtor em Minas
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A palha de trigo, utilizada em Minas Gerais quase exclusivamente para recompor os solos após a colheita do cereal, pode ter outro destino e garantir renda complementar para os produtores. Empresas que cultivam cogumelo no Estado querem utilizar esse material no processo de produção.
“A proposta de utilização da palha é benéfica para os empresários do setor de cogumelos e para os triticultores”, diz o coordenador do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Trigo em Minas Gerais (Comtrigo), Lindomar Antônio Lopes. “Estamos fazendo contatos com as cooperativas que reúnem os produtores de trigo para facilitar o ajuste das condições de fornecimento da palha”, acrescenta.
Segundo Lindomar Lopes, “iniciativas dessa natureza podem contribuir para agregar valor à produção de trigo no Estado, gerando renda e criando oportunidades de emprego”. Ele informa que o produtor pode obter renda também vendendo a palha de trigo para a elaboração de diferentes produtos artesanais, como bolsas, chapéus e outros artigos. “Estas alternativas podem ser desenvolvidas a exemplo de outros países onde a palha de trigo tem diversas finalidades e por isso é mais valorizada que no Brasil”, completa.
Qualificação dos cogumelos
James Simpson, produtor de cogumelos em Lagoa Santa, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte, acredita no aumento produtividade no setor com a utilização da palha de trigo na compostagem. “O empresário explica que compostagem é o meio no qual o cogumelo é semeado a fim de se desenvolver”. Além da palha (de arroz ou de trigo) são incluídos na compostagem, ou composto orgânico, os seguintes materiais: esterco de cavalo, palha (de arroz ou de trigo), farelo de algodão, soja ou mamona; calcário superfosfatado simples; gesso agrícola, cloreto de potássio; e uréia pecuária.
“A fase de compostagem é de fundamental importância para garantir a qualidade do cogumelo, que tem safra a cada três meses em média”, prossegue Simpson. “Os produtores mineiros ainda não aderiram à palha de trigo porque atualmente teriam de comprar o material de São Paulo, pagando de R$ 1,30 a R$ 1,80 pelo fardo de dez quilos”. Este preço, segundo o empresário, onera a atividade, que depende também de instalações e equipamentos apropriados como caldeiras, câmaras climatizadas, além da manutenção de cavalos para a produção de esterco”, acrescenta Simpson.
Simpson considera que os custos da produção com a palha de trigo de São Paulo reduziriam muito a remuneração dos produtores de cogumelo, que está cotado atualmente a R$ 15,00 quilo, em Minas Gerais. “Caso seja possível aumentar a produção com o recurso da palha de trigo produzida em Minas, o preço poderá ficar em torno de R$ 10,00 o quilo”, enfatiza Simpson.
O empresário calcula que a compra da palha de trigo de São Paulo representaria cerca de 10% do custo de produção do cogumelo em sua empresa. “Nossa proposta é negociar a aquisição da palha com os produtores de Minas Gerais. Muitos produtores têm excesso de palha e depois fazer a reposição do solo queimam o material.” Simpson acredita que o comércio da palha de trigo pode gerar uma cadeia a partir da etapa da colheita e seleção do material, armazenamento, embalagem, transporte, comercialização do produto e outros segmentos. “Essa cadeia vai aumentar o movimento de dinheiro no setor e criar empregos”, enfatiza.
“Logo que os produtores de trigo se organizem para fornecer a palha, os produtores de cogumelo poderão programar aquisições do material”, acrescenta Simpson. O cultivo de cogumelos em Minas Gerais se destaca na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Conselheiro Lafaiete, Barbacena e Poços de Caldas. Há dez produtores nessas regiões, cada um deles com área superior a cinco hectares. Simpson desenvolve suas atividades em Lagoa Santa em 16 hectares e chegou a produzir 5 mil quilos por ano. “Um volume pequeno, que aumentará com a utilização da palha de trigo”, ele prevê.
“Nossa meta é fortalecer a oferta de cogumelo para ganhar inicialmente o mercado de Minas Gerais, pois o maior volume do produto consumido no Estado vem de São Paulo, que lidera a produção nacional”, diz Simpson. A espécie cultivada em Minas Gerais é o Agaricus Bisporus, a mais comum e que oferece maior produtividade. “Esse cogumelo tem grande aceitação nos restaurantes e pizzarias, sendo também muito procurado por pessoas que fazem regime”, acrescenta o empresário.
Questão de preço
O presidente da Cooperativa Agropecuária do Alto Paranaíba (Coopadap), Nilton Toshio Yamaguchy, diz que os produtores de trigo estão interessados em se organizar para fornecer a palha aos empresários que exploram cogumelo. “Vamos avaliar as propostas e, caso sejam compensadoras sobretudo quanto ao preço, os produtores de trigo farão os investimentos para ajustar a produção à demanda do setor de cogumelos e às suas próprias necessidades”, assinala.
Para o dirigente da Coopadap, “assim como o cogumelo é rentável, a palha de trigo também deve ser”. Yamaguchy assegura que não haverá problema quanto ao fornecimento do material, principalmente na região da cooperativa. “O trigo em nossa região, beneficiado pela irrigação, alcança cerca de 12 mil toneladas por ano. Nossa preocupação com a definição de preços remuneradores para a palha de trigo é por causa dos investimentos que o produtor terá de fazer, inclusive para instalação de máquinas fardadeiras, parte mais onerosa do projeto”, finaliza o presidente da Coopadap.
“A proposta de utilização da palha é benéfica para os empresários do setor de cogumelos e para os triticultores”, diz o coordenador do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Trigo em Minas Gerais (Comtrigo), Lindomar Antônio Lopes. “Estamos fazendo contatos com as cooperativas que reúnem os produtores de trigo para facilitar o ajuste das condições de fornecimento da palha”, acrescenta.
Segundo Lindomar Lopes, “iniciativas dessa natureza podem contribuir para agregar valor à produção de trigo no Estado, gerando renda e criando oportunidades de emprego”. Ele informa que o produtor pode obter renda também vendendo a palha de trigo para a elaboração de diferentes produtos artesanais, como bolsas, chapéus e outros artigos. “Estas alternativas podem ser desenvolvidas a exemplo de outros países onde a palha de trigo tem diversas finalidades e por isso é mais valorizada que no Brasil”, completa.
Qualificação dos cogumelos
James Simpson, produtor de cogumelos em Lagoa Santa, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte, acredita no aumento produtividade no setor com a utilização da palha de trigo na compostagem. “O empresário explica que compostagem é o meio no qual o cogumelo é semeado a fim de se desenvolver”. Além da palha (de arroz ou de trigo) são incluídos na compostagem, ou composto orgânico, os seguintes materiais: esterco de cavalo, palha (de arroz ou de trigo), farelo de algodão, soja ou mamona; calcário superfosfatado simples; gesso agrícola, cloreto de potássio; e uréia pecuária.
“A fase de compostagem é de fundamental importância para garantir a qualidade do cogumelo, que tem safra a cada três meses em média”, prossegue Simpson. “Os produtores mineiros ainda não aderiram à palha de trigo porque atualmente teriam de comprar o material de São Paulo, pagando de R$ 1,30 a R$ 1,80 pelo fardo de dez quilos”. Este preço, segundo o empresário, onera a atividade, que depende também de instalações e equipamentos apropriados como caldeiras, câmaras climatizadas, além da manutenção de cavalos para a produção de esterco”, acrescenta Simpson.
Simpson considera que os custos da produção com a palha de trigo de São Paulo reduziriam muito a remuneração dos produtores de cogumelo, que está cotado atualmente a R$ 15,00 quilo, em Minas Gerais. “Caso seja possível aumentar a produção com o recurso da palha de trigo produzida em Minas, o preço poderá ficar em torno de R$ 10,00 o quilo”, enfatiza Simpson.
O empresário calcula que a compra da palha de trigo de São Paulo representaria cerca de 10% do custo de produção do cogumelo em sua empresa. “Nossa proposta é negociar a aquisição da palha com os produtores de Minas Gerais. Muitos produtores têm excesso de palha e depois fazer a reposição do solo queimam o material.” Simpson acredita que o comércio da palha de trigo pode gerar uma cadeia a partir da etapa da colheita e seleção do material, armazenamento, embalagem, transporte, comercialização do produto e outros segmentos. “Essa cadeia vai aumentar o movimento de dinheiro no setor e criar empregos”, enfatiza.
“Logo que os produtores de trigo se organizem para fornecer a palha, os produtores de cogumelo poderão programar aquisições do material”, acrescenta Simpson. O cultivo de cogumelos em Minas Gerais se destaca na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Conselheiro Lafaiete, Barbacena e Poços de Caldas. Há dez produtores nessas regiões, cada um deles com área superior a cinco hectares. Simpson desenvolve suas atividades em Lagoa Santa em 16 hectares e chegou a produzir 5 mil quilos por ano. “Um volume pequeno, que aumentará com a utilização da palha de trigo”, ele prevê.
“Nossa meta é fortalecer a oferta de cogumelo para ganhar inicialmente o mercado de Minas Gerais, pois o maior volume do produto consumido no Estado vem de São Paulo, que lidera a produção nacional”, diz Simpson. A espécie cultivada em Minas Gerais é o Agaricus Bisporus, a mais comum e que oferece maior produtividade. “Esse cogumelo tem grande aceitação nos restaurantes e pizzarias, sendo também muito procurado por pessoas que fazem regime”, acrescenta o empresário.
Questão de preço
O presidente da Cooperativa Agropecuária do Alto Paranaíba (Coopadap), Nilton Toshio Yamaguchy, diz que os produtores de trigo estão interessados em se organizar para fornecer a palha aos empresários que exploram cogumelo. “Vamos avaliar as propostas e, caso sejam compensadoras sobretudo quanto ao preço, os produtores de trigo farão os investimentos para ajustar a produção à demanda do setor de cogumelos e às suas próprias necessidades”, assinala.
Para o dirigente da Coopadap, “assim como o cogumelo é rentável, a palha de trigo também deve ser”. Yamaguchy assegura que não haverá problema quanto ao fornecimento do material, principalmente na região da cooperativa. “O trigo em nossa região, beneficiado pela irrigação, alcança cerca de 12 mil toneladas por ano. Nossa preocupação com a definição de preços remuneradores para a palha de trigo é por causa dos investimentos que o produtor terá de fazer, inclusive para instalação de máquinas fardadeiras, parte mais onerosa do projeto”, finaliza o presidente da Coopadap.
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