Minas investe R$ 442 milhões para prevenir incêndios e proteger a agropecuária
O Governo de Minas vai investir cerca de R$ 442 milhões na execução do Plano Estadual de Enfrentamento a Incêndios Florestais (2026-2031), lançado nesta segunda-feira, 8/06. Os recursos serão destinados à contratação de brigadistas, locação de veículos e aeronaves, fortalecimento da infraestrutura de comunicação, manutenção da Força-Tarefa Previncêndio, aquisição de equipamentos e tecnologias especializadas, além da ampliação das estruturas de monitoramento e coordenação operacional. A iniciativa reforça a proteção do meio ambiente e do setor agropecuário, um dos principais motores da economia mineira.
Com mais de dois milhões de hectares de florestas plantadas e cerca de um terço do território coberto por vegetação nativa, Minas Gerais intensifica suas estratégias de prevenção e combate às queimadas, especialmente com a chegada do período de estiagem. O plano integra diferentes órgãos públicos e instituições para reduzir os impactos dos incêndios sobre a produção rural, as áreas de preservação e as comunidades do campo.
A ação é especialmente relevante para o setor agropecuário. Além dos danos ambientais, os incêndios comprometem lavouras, rebanhos, florestas comerciais e colocam em risco a renda de milhares de famílias que vivem da atividade rural.
A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) participa da iniciativa em conjunto com diversos órgãos estaduais, fortalecendo uma atuação integrada para a prevenção, o monitoramento e, principalmente, a resposta rápida aos focos de incêndio. A proposta também busca ampliar a conscientização de produtores rurais e da sociedade sobre a importância da prevenção.
Para o secretário de Estado Adjunto de Agricultura, João Ricardo Albanez, a dimensão territorial de Minas e a importância de suas áreas florestais tornam a articulação entre as instituições ainda mais necessária.
"Para Minas é fundamental devido à extensão do nosso estado, por termos, apenas de florestas plantadas, mais de dois milhões de hectares, e não só isso, por termos também um terço do nosso território ocupado por vegetação nativa. Ou seja, temos um patrimônio para preservar. E, hoje, estamos congregando várias entidades e o governo nessa jornada de enfrentamento aos incêndios."
Albanez destaca ainda que o planejamento ganha ainda mais relevância diante das previsões climáticas para este ano, que indicam um período de estiagem prolongado.
"Em 2026, temos risco de um período maior de seca, por isso, estarmos preparados para esse enfrentamento aos incêndios é uma ferramenta essencial nas estratégias de combate", reforçou.
Assessoria de Comunicação Secretaria de Agricultura- Ascom
Jornalista Responsável: Josiane Souza
Edição: Maria Teresa Leal
Fotos: Diego Vargas