Aquicultura sustentável é tema de hackathon em Leopoldina
Com inscrições já preenchidas, o evento reúne cerca de 50 participantes, entre estudantes de cursos técnicos e de graduação, mestrandos, doutorandos, professores e pesquisadores de diferentes instituições. A programação engloba seis etapas, com atividades presenciais e on-line. No dia 5 de dezembro, será realizada uma visita guiada ao Campo Experimental da Epamig, em Leopoldina (CELP). O objetivo é conhecer o sistema produtivo e validar as propostas desenvolvidas.
O desafio proposto às equipes, formadas por até cinco integrantes, é encontrar alternativas para reduzir os riscos de mortalidade de peixes, com foco em eficiência energética, geração alternativa de energia, sensores e automação. A proposta considera, especialmente, os impactos de falhas no fornecimento de energia e da perda de condições adequadas à criação dos animais.
O pesquisador da Epamig, Giovanni Resende, especialista em aquicultura e um dos organizadores do evento, será responsável por aproximar os participantes da realidade da atividade, compartilhando conhecimentos sobre a cadeia produtiva e os principais desafios do setor.
“Nosso papel é apresentar às equipes como a aquicultura funciona na prática, desde os processos produtivos até os gargalos tecnológicos e operacionais. A Epamig também disponibiliza seu ambiente de pesquisa para que os participantes conheçam as rotinas de produção, realizem observações e avaliem se as soluções propostas são viáveis e podem contribuir efetivamente para a atividade”, explica Giovanni Resende.
Os professores do curso de engenharia de computação da UFCIMG, Gustavo Montes e Tiago Bittencourt, também organizadores do evento, destacam que a parceria com a Epamig permite aproximar o conhecimento tecnológico das demandas reais do setor produtivo.
“O hackathon reúne estudantes, professores e pesquisadores de diferentes instituições, com forte contribuição da Epamig para o desenvolvimento de propostas voltadas à piscicultura, com foco em questões como eficiência energética, monitoramento e controle da qualidade da água. A ideia é que os projetos avancem para protótipos funcionais”, explica.
A iniciativa também busca abrir caminhos para o desenvolvimento de projetos que possam concorrer a editais de fomento e gerar soluções para o setor produtivo.
“A expectativa é realizar duas edições do hackathon por ano, ampliando a abordagem para outras áreas relevantes da agropecuária, como a bovinocultura e a cafeicultura. As datas serão definidas futuramente e divulgadas nos canais oficiais das instituições parceiras”, ressaltou Giovanni Resende.
Jornalista responsável: Mila Cristian
Foto: Erasmo Pereira/Epamig