A Iniciativa Programa de Conservação da Fauna Silvestre (PESQPROB), coordenada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), vinculado ao Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SISEMA), tem como objetivo promover a conservação e a recuperação da biodiversidade na Bacia do Rio Doce, com foco na proteção de espécies ameaçadas, na reintrodução de espécies nativas e no desenvolvimento de soluções técnicas para os desafios da conservação ambiental. Integrante da Lista 1 do Acordo de Reparação do Rio Doce, o programa busca ampliar o conhecimento científico aplicado à gestão da fauna silvestre e contribuir para a recuperação dos ecossistemas afetados pela fragmentação ambiental e pelo rompimento da Barragem de Fundão.
O projeto contempla três eixos principais: refaunação, reintrodução e conservação de espécies-chave e ameaçadas; monitoramento e gestão da fauna silvestre e da biodiversidade; e desenvolvimento tecnológico e capacitação. Entre as ações previstas estão o mapeamento de registros de ocorrência de espécies, a elaboração de protocolos e projetos de reintrodução e soltura de animais silvestres, a integração entre a recuperação da fauna e o reflorestamento, a atualização das listas de espécies ameaçadas de Minas Gerais e a criação de planos de ação e manejo. Também estão previstas plataformas digitais para gestão e monitoramento da fauna, iniciativas de compensação ambiental vinculadas à biodiversidade, programas de ciência cidadã e educação ambiental, além de parcerias com instituições científicas, museus e coleções biológicas. A execução será realizada pelo próprio IEF e por meio de parcerias com Instituições de Ciência e Tecnologia e Organizações da Sociedade Civil, conforme as necessidades e os objetivos de cada ação.
Com investimento previsto de R$ 53.537.119,67 e duração de 20 anos, a iniciativa abrange a Bacia do Rio Doce e tem como público-alvo a população da região, a sociedade civil organizada, as pessoas atingidas pelo desastre e os gestores públicos municipais e estaduais. Espera-se fortalecer a capacidade de gestão ambiental, ampliar a produção e a aplicação do conhecimento científico, recuperar funções ecológicas e favorecer a resiliência dos ecossistemas. Os conhecimentos, produtos e tecnologias desenvolvidos serão incorporados ao domínio público, contribuindo para políticas públicas de conservação da biodiversidade e para estratégias de restauração ecológica e desenvolvimento sustentável.
- Status da Iniciativa
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