A Iniciativa Fortalecimento da Gestão do Manejo da Fauna Silvestre, coordenada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), vinculado ao Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SISEMA), tem como objetivo ampliar a capacidade do Estado de Minas Gerais de resgatar, atender, reabilitar e promover a destinação adequada de animais silvestres. A iniciativa responde aos impactos ambientais decorrentes do rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, em 2015, que afetaram habitats e populações de animais e intensificaram a demanda por atendimento veterinário, especialmente em áreas protegidas e regiões sujeitas a incêndios florestais e acidentes com a fauna. Nesse contexto, o projeto busca fortalecer a estrutura pública de manejo e conservação da fauna terrestre, contribuindo para a recuperação ambiental da Bacia do Rio Doce.
O projeto prevê a construção e estruturação do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETRAS) de Governador Valadares, bem como sua operação e manutenção. Também contempla a contratação de clínicas e hospitais veterinários para a realização de atendimentos clínicos e cirúrgicos de diferentes níveis de complexidade, o fornecimento de veículo ou caminhão para transporte e atendimento emergencial de animais e a formação de equipes de campo para atividades de resgate, monitoramento e inventário da fauna. Estão previstas, ainda, a identificação e o cadastramento de áreas adequadas para soltura, com produção de mapas e listas de espécies por área, além da elaboração de materiais educativos e de capacitação, incluindo vídeos e publicações impressas. A execução combinará ações diretas do Estado, articulação com outros órgãos estaduais e contratação de serviços especializados, além de parceria com uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) para operacionalização do CETRAS.
Com investimento previsto de R$ 19.501.138,12 e duração de 20 anos, a iniciativa terá sede em Governador Valadares, com potencial de atendimento a toda a Bacia do Rio Doce. Seu público-alvo inclui órgãos ambientais estaduais e municipais, instituições de ensino e pesquisa, profissionais e organizações que atuam no manejo da fauna silvestre, gestores de unidades de conservação e comunidades da região. Espera-se ampliar a capacidade de resposta a ocorrências envolvendo animais silvestres, melhorar as condições de atendimento e reabilitação, qualificar os procedimentos de soltura e fortalecer a participação da sociedade na proteção da biodiversidade, contribuindo para a conservação da fauna e a recuperação dos ecossistemas da bacia.
- Status da Iniciativa
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