
Clóvis Salgado da Gama (31/03/1955 a 31/01/1956)
Natural de Leopoldina (MG), nasceu em 20 de janeiro de 1906 e faleceu em 25 de junho de 1978. Filho de Luís Salgado Lima e Virgínia da Gama Salgado.
Formação: Bacharel em Medicina
Clóvis Salgado da Gama foi vice-governador de Juscelino Kubitschek e décimo nono governador de Minas Gerais, quando JK decidiu renunciar-se ao cargo para disputar à Presidência da República. Em 1924, ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, hoje Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Durante o curso, empenhou-se no estudo e na prática de cirurgia e da ginecologia, como interno do Hospital da Gambôa, a partir de 1926. Em 1929, recebeu o grau de Doutor em Medicina, defendendo tese sobre o "Tratamento das Afecções Cirúrgicas do Cólon".
Em 1935, por meio de concurso, conquistou o título de Docente-Livre da Faculdade onde se formou. Em 1937, com a morte do professor Hugo Werneck, assumiu a vaga de professor titular do curso de Clínica Ginecológica da Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais.
A partir desse momento, sua trajetória científica e política disparou. Em 1939, Clóvis Salgado fundou o Hospital da Ginecologia; logo depois, em 1942, organizou a Cruz Vermelhaem Minas Gerais, para a qual fundou e organizou uma escola de enfermagem. Em 1950, elegeu-se vice-governador de Minas Gerais, na legenda do Partido Republicano (PR). Em março de 1955, assumiu o governo do Estado, após Juscelino Kubitschek ter se candidatado à Presidência da República. Em maio desse mesmo ano, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) mineiro rompeu oficialmente com o governo de Clóvis Salgado, depois que o PR se recusou a apoiar a candidatura de João Goulart a vice-presidente na chapa de Juscelino. Em meados de 1995, acionando a Polícia Militar, Clóvis Salgado tomou uma série de medidas ligadas à mobilização das forças policiais tendo em vista o acirramento das disputas eleitorais.
Como governador deu atenção especial à educação e à saúde, promovendo a criação do Departamento de Saúde Pública e do Departamento Social do Menor. Foi um dos fundadores da Universidade Mineira de Arte e presidente da Cultura Artística de Minas. Em 1956, quando Juscelino Kubitscheck assumiu a Presidência, Clóvis tomou posse como Ministro da Educação e Cultura.
Em julho de 1960, ele deixa o ministério para disputar as eleições de outubro seguinte, quando Jânio Quadros foi eleito presidente da República. Nesse mesmo contexto, voltou a eleger-se como vice-governador de Minas na legenda do PR. Depois de eleito, reassumiu, ainda em outubro, o Ministério da Educação e Cultura, permanecendo no posto até o final do governo Kubitscheck, em janeiro de 1961. Apoiou o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que destituiu o presidente João Goulart.