
Affonso Augusto Moreira Penna (13/07/1892 à 07/09/1894)
Natural de Santa Bárbara (MG), nasceu em 30 de novembro de 1847 e faleceu em 14 de junho de 1909, no Rio de Janeiro
Filho do português Domingos José Teixeira Penna e Ana Moreira dos Santos Penna
Formação: Curso de Humanidades no Caraça e Bacharel em Ciências Jurídicas - Faculdade de Direito de São Paulo -1870
Da infância na histórica Santa Bárbara, até a Presidência da República, Affonso Penna trilhou um caminho sólido e intenso na política brasileira, sempre respeitado pelo seu caráter firme, pelos ideais e pela inteligência. Pertenceu a uma das mais famosas turmas da Faculdade de Direito de São Paulo, no Largo de São Francisco; foram seus colegas de sala de aula, Joaquim Nabuco, Rui Barbosa, Castro Alves, Rodrigues Alves e Crispim Jacques Bias Fortes. Ocupou diversos cargos da Monarquia à República sendo sempre fiel aos seus ideais. Foi abolicionista e assinou a Lei do Sexagenário, no dia 28 de setembro de 1885. Já no período da República preferiu se afastar da política por não concordar com o golpe de Floriano Peixoto. Como presidente do Estado de Minas Gerais, suas principais ações foram a construção de estradas de ferro, a redução de juros bancários, a criação da Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais e a mais significativa de todas - a assinatura da lei para a construção da nova capital de Minas Gerais.
Antes de assumir a Presidência da República, viajou pelo Brasil para conhecer melhor as necessidades do País. Ágil, inquieto e de pequena estatura, ganhou o apelido de Tico-Tico. Para a composição de seu Ministério, escolheu ministros e jovens e com conhecimento técnico, causando o desagrado e a oposição de velhos políticos. Esse Ministério ficou conhecido como "Jardim de Infância".
As ações que marcaram o governo Affonso Penna na Presidência da República foram: estabilização cambial e monetária; desenvolvimento das comunicações telegráficas com o objetivo que todos os Estados fossem beneficiados; expansão da rede ferroviária - Estradas de Ferro Central do Brasil, Oeste de Minas, Leopoldina, Goiás, Sorocabana, Madeira e Madeira, Central de Alagoas, São Luiz e Baturité; obras de melhoramentos dos portos de Taqui (MA), Camocim (CE), Paranaguá (PR), Rio Grande (RS) e os portos de Natal, Recife, Vitória, Corumbá e Rio de Janeiro; construção e reparos dos prédios da Escola de Belas Artes, Biblioteca Nacional, Museu Nacional, Faculdade de Medicina da Bahia e Faculdade de Direito do Recife, Supremo Tribunal Federal e de estabelecimentos militares; saneamento do Rio de Janeiro, então capital federal; incentivo da imigração estrangeira; reformulação da organização interna do Exército sob a supervisão do ministro da Guerra, general Hermes da Fonseca; aprovação da lei que tornou o serviço militar obrigatório; criação do Ministério dos Negócios da Agricultura, da Indústria e Comércio e do Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil.
Em 1909 a saúde do presidente Affonso Penna estava abalada - na vida política, crise pela disputa da sucessão; na vida pessoal, a profunda tristeza pela morte do filho Álvaro. Mesmo assim, não tirou licença e continuou trabalhando. Vítima de uma forte gripe que evoluiu para uma broncopneumonia, Affonso Augusto Moreira Penna faleceu em junho de 1909 exercendo a função de presidente da República.