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Geografia

O Estado de Minas Gerais ficou conhecido como a "caixa d'água" brasileira, numa referência à relevância das suas bacias hidrográficas. É produtor de água em seus 58,6 milhões de hectares. As principais bacias que compõem a rede hidrográfica do Estado são as dos rios Doce, Grande, Jequitinhonha, Mucuri, Paraíba do Sul,  Paranaíba, Pardo e São Francisco. A seguir, uma breve descrição de cada uma:

 

 

Bacia do rio Doce: Está localizada a sudeste de Minas Gerais compreendendo uma área 715 milhões de km2 no Estado.

Bacia do rio Grande: Pertence à bacia brasileira do rio Paraná. Possui uma área total em Minas de 863 milhões de km2.

Bacia do rio Jequitinhonha: Abrange grande parte do nordeste do Estado e uma pequena parte do sudeste da Bahia. Em Minas, totaliza uma área 650 milhões de km2.

Bacia dos rios Mucuri: O Mucuri é formado pela junção dos rios Mucuri do Sul, que nasce em Malacacheta, e o Mucuri do Norte, cuja nascente fica em Ladainha. A área total da abrangência da bacia no Estado é 149 milhões de km2.

Bacia do rio Paraíba do Sul: Atinge 280 milhões de km2. O rio Paraíba do Sul nasce na Serra da Mantiqueira e é o principal curso d'água desta bacia, cuja extensão total é de 708 milhões de km2.

Bacia do rio Paranaíba: O rio Paranaíba é o principal formador do rio Paraná. Nasce na serra da Mata da Corda, município de Paranaíba. Tem aproximadamente 1.070km de curso até a junção ao rio Grande, onde ambos passam a formar o rio Paraná, no ponto que marca o encontro entre os estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. O rio Paranaíba é conhecido principalmente pela sua riqueza diamantífera e pelas grandes possibilidades hidrelétricas que apresenta.  Nesta bacia e na bacia do rio Grande se localizam algumas das maiores usinas hidrelétricas do Brasil. 

Bacia dos rios Pardo: O rio Pardo nasce em Rio Pardo de Minas.

Bacia do rio São Francisco: É a terceira bacia hidrográfica do Brasil e abrange uma área de 2,3 bilhões de km2 no Estado. A cabeceira do "Velho Chico", nome popular do rio, fica na Serra da Canastra, em Minas, e a foz, no oceano Atlântico, entre os Estados de Sergipe e Alagoas.

Fonte: Divisão de Sistema da Informação do Setor de Geoprocessamento do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM)

A cobertura vegetal de Minas Gerais pode ser resumida em quatro tipos (biomas) principais: Mata Atlântica, Cerrado, Campos de Altitude ou Rupestres e Mata Seca.  Diversos fatores, entre eles, o clima, o relevo e as bacias hidrográficas, são predominantes na constituição da variada vegetação regional.

 

Cerrado: Em Minas Gerais, predomina a vegetação de Cerrado, que aparece em cerca de 50% do Estado, especialmente nas bacias dos rios São Francisco e Jequitinhonha. As estações seca e chuvosa são bem definidas. A vegetação compõe-se de gramíneas, arbustos e árvores. Abriga importantes espécies da fauna: tamanduá, tatu, anta, jibóia, cascavel e o cachorro-do-mato, entre outras. Algumas delas estão ameaçadas de extinção, como é o caso do lobo-guará, do veado-campeiro e do pato-mergulhão.

Mata Atlântica: Ocupa o segundo lugar em Minas Gerais. A vegetação é densa e permanentemente verde, com elevado índice pluviométrico (chuvas) nessas regiões. As árvores têm folhas grandes e lisas. Encontram-se neste ecossistema muitas bromélias, cipós, samambaias, orquídeas e liquens. A biodiversidade animal também é muito grande na Mata Atlântica, com imensa variedade de mamíferos (macacos, preguiças, capivaras, onças), de aves (araras, papagaios, beija-flores), de répteis, de anfíbios e diversos invertebrados.

Campo de Altitude ou Rupestre: Caracteriza-se por uma cobertura vegetal de menor porte com uma grande variedade de espécies, com predomínio da vegetação herbácea, na qual os arbustos são escassos e as árvores raras e isoladas. É encontrado nos pontos mais elevados das serras da Mantiqueira, Espinhaço e Canastra. Na fauna, aparecem raposas, veados, micos, capivaras e cobras, entre outros.

Mata Seca: Aparece no Norte do Estado, no vale do rio São Francisco. As formações vegetais deste bioma se caracterizam pela presença de plantas espinhosas, galhos secos e poucas folhas na estação seca. No período de chuvas, a mata floresce intensamente, apresentando grandes folhagens. A vegetação é muito rica. As imponentes barrigudas, ou embarés, são as principais árvores. Também se destacam pau-ferro, ipês e angicos. Na fauna, podem ser observadas a ariranha, a onça pintada, a anta, a capivara e a águia pescadora.

Dados gerais sobre o Estado de Minas Gerais

Localização
Região Sudeste da República Federativa do Brasil

Superfície
586.852,35 km2 (IGA)

Produto Interno Bruto (PIB)
R$ 287 bilhões

População
19.597.330 habitantes

Capital
Belo Horizonte (2.375.151 habitantes)

Região Metropolitana de Belo Horizonte
4.883.970 habitantes

Principais cidades
Uberlândia (604 mil), Contagem (603 mil), Juiz de Fora (516 mil), Betim (378 mil), Montes Claros (361 mil), Ribeirão das Neves (296 mil), Uberaba (296 mil), Governador Valadares (263 mil), Ipatinga (239 mil), Santa Luzia (222 mil) e Sete Lagoas (217 mil).

Número de municípios
853

Clima
Tropical, que apresenta sub-divisões regionais, sobretudo em função da altitude, apresentando variações entre: tropical de altitude, tropical úmido, etc. O clima semi-árido ocorre no extremo norte mineiro, em função da baixa pluviosidade. (INMET/5º Distrito)

Temperatura média anual
As temperaturas médias anuais do Estado de Minas Gerais são superiores a 18°C (graus centígrados), em todas as regiões, exceto nos planaltos mais elevados do centro-sul do estado, onde, no inverno, as temperaturas médias são inferiores a 18°C. (INMET/5º Distrito)

Horário
O mesmo de Brasília (GMT -3h)

Urbanização
85.3%

Pessoas economicamente ativas
9,94 milhões

Mais informações no portal do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

e no site do IGA: http://licht.io.inf.br/mg_mapas/mapa/cgi/iga_comeco1024.htm

Apesar de pouco utilizado, o sistema de hidrovias vem ganhando espaço tanto no País, quanto em Minas Gerais

Os portos fluviais de Iturama (rio Grande) e Santa Vitória (rio Paranaíba), no Triângulo Mineiro, e de Pirapora (rio São Francisco) podem se tornar opção para o escoamento da produção de uma vasta região, fazendo com que os produtos cheguem aos países do Mercado Comum do Sul (Mercosul) e mesmo a outras regiões.

Divisão de Minas Gerais em Mesorregiões e microrregiões (IBGE)

Mesorregiões e microrregiões (IBGE)

O Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) divide Minas Gerais em 12 mesorregiões e 66 microrregiões. De acordo com o órgão, este sistema de divisão tem aplicações importantes na elaboração de políticas públicas e no subsídio ao sistema de decisões quanto à localização de atividades econômicas, sociais e tributárias. Contribuem também, para as atividades de planejamento, estudos e identificação das estruturas espaciais de regiões metropolitanas e outras formas de aglomerações urbanas e rurais.

As 12 mesorregiões estabelecidas pelo IBGE para Minas Gerais são as seguintes: Noroeste de Minas, Norte de Minas, Jequitinhonha, Vale do Mucuri, Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, Central Mineira, Metropolitana de Belo Horizonte, Vale do Rio Doce, Oeste de Minas, Sul e Sudoeste de Minas, Campos das Vertentes e Zona da Mata.

 

De acordo com o IBGE, os estudos da divisão regional tiveram início em 1941 sob a coordenação de Fábio Macedo Soares Guimarães. O objetivo principal de seu trabalho foi organizar uma única divisão regional do País para a divulgação das estatísticas brasileiras. Assim, em 1942, foi aprovada a primeira divisão do Brasil em regiões - Norte, Nordeste, Leste, Sul e Centro-Oeste. Em 1945, estabeleceram-se as Zonas Fisiográficas, baseadas em critérios econômicos do agrupamento de municípios e utilizadas até 1970 para a divulgação das estatísticas.

Posteriormente, vieram as mesorregiões, fixadas para cada unidade da Federação com base nos seguintes critérios, segundo o IBGE: O processo social como determinante, o quadro natural como condicionante e a rede de comunicação e de lugares como elemento da articulação espacial.

Faça o download da lista completa das 66 microrregiões agrupadas em cada uma das 12 mesorregiões. (Arquivo pdf de 38 KB)

O Estado de Minas Gerais é uma das 27 unidades da República Federativa do Brasil, na América do Sul. Está localizado na região Sudeste do Brasil, juntamente com os Estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Seu território fica entre os paralelos 14º13'58" e 22º54'00" de latitude sul e os meridianos de 39º51'32" e 51º02'35" a oeste de Greenwich. Ocupa um fuso horário correspondente a -3 horas em relação a Greenwich.

 

Sem acesso direto ao mar, a ligação com o Oceano Atlântico se faz principalmente através dos estados vizinhos da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, com os quais se limita.

 Uma linha divisória de 4.727 km separa Minas Gerais de seus vizinhos. O Estado faz divisa com São Paulo (sul e sudeste), Rio de Janeiro (sudeste), Mato Grosso do Sul (oeste), Goiás e Distrito Federal (noroeste), Espírito Santo (leste) e Bahia (norte e nordeste). A distância linear entre os pontos extremos é de 986 km no sentido norte / sul e, de 1.248, no leste / oeste.

Divisão elaborada pelo governo do Estado

A divisão do território de Minas Gerais, adotada oficialmente pelo governo estadual, estabelece dez Regiões de Planejamento, listadas a seguir, em ordem alfabética:

  • Alto Paranaíba
  • Central
  • Centro-Oeste de Minas
  • Jequitinhonha/Mucuri
  • Mata
  • Noroeste de Minas
  • Norte de Minas
  • Rio Doce
  • Sul de Minas
  • Triângulo

O número de municípios em cada uma delas é o seguinte: Alto Paranaíba (31), Central (158), Centro-Oeste de Minas (56), Jequitinhonha/Mucuri (66), Mata (142), Noroeste de Minas (19), Norte de Minas (89), Rio Doce (102), Sul de Minas (155) e Triângulo (35).

A primeira divisão territorial do Estado ocorreu em 1711, por ordem do governador Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho, ao desmembrar a parte mineira da Capitania de São Paulo e Minas Gerais, antiga Capitania de São Vicente. Foram então criadas a Vila Ribeirão do Carmo (8 de abril), Vila Rica (8 de julho) e Vila Real de Nossa Senhora da Conceição de Sabará (17 de julho), hoje, os respectivos municípios de Mariana, Ouro Preto e Sabará.

Em razão das atividades desenvolvidas e da sua vasta extensão, o território mineiro passou por sucessivas e rápidas partições. Mais recentemente, na década de 1970, o governo estadual promoveu estudos regionais para congregar municípios ligados por características socioeconômicas. Atualmente, está em vigor a divisão estabelecida pela antiga Secretaria do Planejamento e Coordenação Geral (SEPLAN), hoje Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG), que contempla dez regiões. Originalmente previsto no projeto de lei 1.590/93, o critério passou a vigorar com o Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) 1996/1999, adotado em dezembro de 1995.

Faça o download da tabela Regiões de planejamento por município. (Arquivo pdf de 44 KB)