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Artes Cênicas

Grupos de dança de Minas Gerais

Minas Gerais conta com importantes grupos de dança, como o Grupo Corpo, Primeiro Ato, Mimulus e a Cia. de Dança Palácio das Artes, mantida pela Fundação Clóvis Salgado e que integra o Sistema Estadual de Cultura, entre outros.

Grupo Corpo

Foto: José Luis Pederneiras
Foto: José Luis Pederneiras

Uma das companhias de dança mais aplaudidas e reconhecidas do mundo, o Grupo Corpo foi fundado em 1975 e apresentou sua primeira criação, Maria, Maria, em 1976. Desde então, passando pelos espetáculos Último Trem, Prelúdios, Bachiana, Uakti, Missa do Orfanato, A Criação, Variações Enigma, 21, Nazareth, Parabelo, Benguelê e Santagustin, entre outras criações, o Corpo já apresentou cerca de 30 espetáculos, sempre renovando o encantamento, a modernidade e a beleza de suas coreografias. Grande nome da dança contemporânea nacional, o grupo sintetiza a capacidade criativa e inovadora da dança mineira, capaz de reinventar e criar movimentos arrojados e de uma leveza surpreendente.

Primeiro Ato

Grupo Primeiro Ato Foto: Guto Muniz
Grupo Primeiro Ato
Foto: Guto Muniz

Buscar a síntese do movimento, trabalhar em função da dramaturgia do gesto, dançar para sentir e emocionar são os propósitos do Grupo de Dança Primeiro Ato, que tem direção artística de Suely Machado. O Grupo Primeiro Ato exercita uma prática colaborativa de inter-relação entre os profissionais envolvidos, na criação e execução de suas obras. Os espetáculos de forte apelo estético, apuro cênico e profundo impacto emocional são frutos destes processos criativos. O Grupo Primeiro Ato se estabeleceu no cenário da dança contemporânea brasileira através de sua qualidade técnica e artística, e de sua permanente busca do essencial na expressão humana. Com seu vasto repertório, através de espetáculos, oficinas e intercâmbios com profissionais de outras artes, o grupo tem um papel importante na criação e amadurecimento de uma linguagem artística e na expansão e diversificação do público de dança.

Cia. de Dança Palácio das Artes

Cia de Dança Palácio das Artes Foto: Paulo Lacerda
Cia de Dança Palácio das Artes
Foto: Paulo Lacerda

A Cia. de Dança Palácio das Artes é um dos grupos profissionais mantidos pela Fundação Clóvis Salgado, em Belo Horizonte. Foi fundada em 1971 por Carlos Leite, para dedicar-se a montagens de peças do repertório erudito e óperas produzidas pelo Palácio das Artes. Sob a condução de Christina Machado, desde 1999, a companhia assume os desafios do experimentalismo, valoriza os processos de criação, incentiva e promove a pesquisa, utiliza a potencialidade criadora dos bailarinos e convida diretores e coreógrafos nacionais afinados com esta proposta. Montagens recentes da Cia. como Entre o Céu e as Serras, Poderia Ser Rosa, Sonho de uma noite de verão - fragmentos amorosos, Coreografia de Cordel, Transtorna e o projeto Entremundos têm marcado o traço da pesquisa e da contemporaneidade, ampliando a presença da Cia de Dança Palácio das Artes em palcos nacionais e internacionais. www.palaciodasartes.com.br

 

Além das companhias de dança, Minas possui grupos que mantêm vivas as tradições danças típicas do estado. Saiba mais:

Dança de São Gonçalo

As moças se vestem de branco, excepcionalmente de rosa ou azul. Cada figurante conduz a mão um arco de madeira enfeitado de papel de seda da cor do vestido. Em certos lugares, um único homem participa da dança e comanda a função, trajado de branco, o qual desempenha o papel de São Gonçalo.

Pastorinhas

Pastorinhas Foto: Hélio Silva
Pastorinhas
Foto: Hélio Silva

São grupos de moças e meninas que visitam os presépios das casas, relembrando os pastores em Belém. Vestem-se apropriadamente, dançam e cantam a mensagem em louvor e pedem contribuição para o natal das crianças pobres do local. As figurantes variam conforme a região, mas são imprescindíveis as figuras das pastoras, da mestra, da criança, da cigana, da estrela, da bandeireira e do anjo.

Folia de Reis ou Reisado

São grupos de homens que saem à noite, no dia 24 de dezembro. Percorrem as casas da cidade e da zona rural, representando a peregrinação dos Reis Magos, levando a mensagem do nascimento de cristo. Dançam e cantam acompanhados de instrumentos como viola, violão, rabeca, caixa, etc. Boi de Reis (ou Boi de Janeiro, Bumba-Meu-Boi etc.), um dos mais típicos folguedos populares e, em alguns casos, participa do Reisado. A variação de nomes decorre das peculiaridades regionais e depende também da variação de elementos que figuram nas apresentações. Sua origem é portuguesa. Em síntese, é uma apresentação da captura (roubo), morte e ressurreição do Boi.

Congado

O congado reúne os Grupos de Moçambique, Catopés, Congo, Marujada, Caboclos, Vilão e Candombe.

Grupos de Teatro de Minas Gerais

O Estado de Minas Gerais pode ser considerado um dos grandes expoentes no teatro nacional. Oficina Multimédia, Ponto de Partida, Giramundo Teatro de Bonecos e Espanca! de Teatro são alguns dos nomes de Grupos que exemplificam como Minas é importante no cenário cultural no país.

Espaços importantes também existem no Estado, como o Palácio das Artes, em Belo Horizonte, além do Teatro Alterosa, o Sesi Minas e o Dom Silvério. O belo Manoel Franzen de Lima, em Nova Lima, também a região central, o Cine Teatro Central de Juiz de Fora...

A bem sucedida trajetória de tantos grupos é estimulada pelas escolas de formação artística e pelos mecanismos municipais e estaduais de incentivo à cultura. Como o Grupo Divulgação, de Juiz de Fora, que tem como coordenador geral José Luís Ribeiro. Com mais de 40 anos de tradição, o Grupo participa de diversos festivais de Teatro e desenvolve um trabalho teatral em três núcleos: universitários, adolescentes e terceira idade. O Grupo Divulgação nasceu na Faculdade de Filosofia e Letras, da Faculdade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e depois de seis anos de existência passou a desenvolver seu trabalho no Fórum da Cultura, que também abriga uma galeria de arte, coral e o Museu da Cultura Popular, além de trabalhos de pesquisa, projeção de extensão e de ensino.

Referência nacional e internacional no campo cultural, o Grupo Galpão, de Belo Horizonte, por sua vez, apresentou, em 1982, seu primeiro espetáculo na Praça 7, um dos pontos mais movimentados da capital mineira. E, desde então, busca a inovação e a valorização do teatro popular e de rua. Símbolo da persistência, da dedicação e do talento mineiros em uma arte tão cara a nossa existência, como é o teatro, o Galpão prima, em suas peças e montagens, pela inventividade, pela criatividade e pela surpresa, ao trabalharem elementos cênicos tradicionais de forma contemporânea. Algumas de suas peças: 'Romeu e Julieta', 'Álbum de Família', 'Rua da Amargura' e a mais recente, 'Pequenos Milagres'. Sua "trupe" é formada por atores que, vindos de várias partes, encontraram-se em Belo Horizonte e uniram talentos, vontades, competências e uma capacidade realizadora raras. Num espaço criativo, integrado, participativo e democrático, foi o artífice de projetos como o Galpão Cine Horto e o Oficinão do Galpão. Ao realizar espetáculos de fluida comunicação com o público, o grupo ensina como o teatro traz, em si, uma linguagem universal, capaz de levar nossa cultura para além das fronteiras de Minas Gerais e do Brasil. E essa essência de teatro de pesquisa, "mambembe" na linguagem de muitas de suas montagens, fez o Galpão ir onde nenhum outro grupo de teatro brasileiro ousou sonhar em chegar. Ao trabalhar com diretores convidados e estar disponível para a experimentação, o Galpão bebe na fonte das demais artes cênicas para traduzir ao seu público brasileiro a mais profunda tradição das diversas linguagens teatrais, por meio não apenas dos clássicos, mas sempre numa fusão ímpar do erudito com o popular. Como disse o ator e diretor Paulo José sobre o grupo, "o Galpão já tem uma linguagem própria, onde se misturam Brecht e Stanislavski, as técnicas circenses com o teatro balinês, a música folclórica com os experimentos musicais mais contemporâneos, a dramaturgia clássica com o melodrama, ... marujadas com Molière, teatro épico com drama psicológico, o provinciano com o universal, a tradição com a transgressão."

O Cena Minas - Prêmio Estado de Minas Gerais de Artes Cênicas, lançado em 2007, junta-se ao Fundo Estadual de Cultura e à Lei Estadual de Incentivo à Cultura, como principais mecanismos de fomento da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais que apóiam grupos e espetáculos mineiros na busca da ampliação da platéia e no fortalecimento da cadeia produtiva da cultura em Minas.

 

Grupo Giramundo  Foto: Patrícia Cardoso
Grupo Giramundo
Foto: Patrícia Cardoso

Grupo Divulgação  Peça: 'A República de Platão'
Grupo Divulgação
Peça: 'A República de Platão'

Grupo Galpão  Foto: Naty Torres
Grupo Galpão
Foto: Naty Torres